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Deathlok – negro, ciborgue e zumbi

27 abr

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Notaram alguma semelhança?!?!?! É o nosso parente famoso!

Este texto é original do blog Contraversão, e foi criado pelo jornalista, escritor, poeta e professor Alessio @Leosias Esteves, que escreve também no O Protagonista e já apareceu aqui com suas peripécias no ZW SP.

Certos personagens tem conceitos tão escalafobéticos que se tornam automaticamente legais. Quer um exemplo clássico? As Tartarugas Ninja. Elas são tartarugas mutantes adolescentes e… ninja! Praticamente tudo o que a molecada dos anos 90 achava legal em uma única HQ! Não tinha como dar errado. Mas Leonardo, Donatello, Michelângelo e Raphael são “mainstream” (apesar de começarem como quadrinhos independentes), personagens que até a minha mãe conhece. Obviamente, existem milhares de personagens com conceitos bizarros que fariam nossos olhos brilhar. E Deathlok é um deles.

Puxando da memória, o primeiro contato que tive com ele foi na extinta revista “Grande Heróis Marvel”, da Abril Jovem. Na arco de histórias “A Vingança do Sexteto Sinistro”, o Homem-Aranha se junta a diversos heróis para enfrentar um grupo de vilões. E entre seus aliados estava Deathlok, um estranho ciborgue zumbi com várias armas. O personagem me chamou a atenção, mas esta revista era de 1995 e o personagem só deu as caras no Brasil de novo em 2008, desta vez em uma saga dos Vingadores publicada pela Panini. Ele só era lembrado em conversas entre nerds.

Sua primeira aparição foi em 1974, na revista “Astonishing Tales” #25, em uma história escrita por Doug Moench e desenhada por Rich Buckler. Em um universo alternativo onde todos os heróis do mundo foram banidos para outra dimensão, os EUA estão mergulhados em uma guerra interna entre exército, agências de espionagem e mega corporações pelo controle do país. Durante um exercício de treinamento, o soldado Luther Manning é mortalmente ferido por uma bomba. A CIA, querendo preservar o conhecimento e experiência de um ótimo oficial, seleciona Luther para fazer parte do Projeto Alpha-Mech, destinado a criar um exército de super-soldados ciborgues. Após cinco anos em êxtase, o corpo de Luther é reanimado e recebe o nome de Deathlok, devido ao estado em que se encontrava Luther na época, parecendo um zumbi.

Seus poderes são reflexos, força e resistência sobre-humanas. Seu olho artificial possui visão telescópica, microscópica e infravermelha. Possui ainda um computador interno com capacidade de rastreio e uma base de dados imensa. Este computador age como uma segunda personalidade na mente de Deathlok, de modo que os dois interagem e até discutem. Apesar das melhorias cibernéticas, ele ainda precisa respirar, comer e descansar.

Inicialmente um robô que só cumpria ordens de seus superiores, posteriormente ele consegue recuperar sua memória e, após descobrir que seus criadores queriam dominar o mundo, rebelou-se e passou a lutar contra eles. Após uma série de lutas, acabou recebendo ajuda da CIA e se tornou um agente deles. Foi então que o Homem-Aranha do Universo Marvel “padrão” foi para esta dimensão paralela, quando ele e o Deathlok conheceram o viajante do tempo chamado Godwulf. Para impedir que um dos inimigos do ciborgue o localizasse, Godwulf e mandou para a dimensão “padrão” junto com o Homem-Aranha.

Então, como qualquer herói da Marvel que se preze, ele se encontrou e brigou com um série de heróis da casa: Quasar, Coisa, Capitão América, entre outros. Ganhou uma versão maligna nas mãos de uma empresa sinistra, melhorias pela SHIELD e por fim se juntou a Godwulf e outros heróis obscuros para impedir problemas espaço-temporais entre sua dimensão nativa e a atual.

Com tudo resolvido, conseguiu para si manoplas que o permitam viajar pelo tempo e, após uma série de viagens temporais, resolveu morar nos esgotos de Manhattan(!). Péssima escolha, uma vez que várias coisas bizarras sempre acontecem nos esgotos desta cidade. E seu sossego acaba quando Deathlok se junta ao Demolidor para combater uma ameaça do Rei do Crime. Cansado de uma vida de aventuras, virou um andarilho e não foi mais visto.

O personagem teve mais duas encarnações. John Kelly também era um soldado que foi transformado em um “segundo Deathlok” pela CIA, mas acabou se voltando para o mal até ser destruído pelo original. Já Michael Collins era um professor pacifista que trabalha na divisão de cibernética de uma empresa e teve seu cérebro transferido para uma versão mais moderna do ciborgue-zumbi. Está na ativa até hoje, tendo inclusive participado ativamente da clássica saga “Carnificina Máxima”.

Gostou do personagem? Bora caçar todas as histórias do Deathlok em sebos e sites de quadrinhos usados. Clique aqui e veja uma lista completa das aparições do personagem no Brasil.

Em tempos de heróis cada vez mais realistas e com conceitos sérios, é sempre legal saber que existe um ciborgue zumbi viajante do tempo vindo de outra dimensão!

Vespa transforma lagarta em zumbi

13 mar

Glyptapanteles

Oh my God, de novo não!

Voltamos com a tag mais assustadora do ZB, meu caro zombie-hunter. Que vespas são criaturas malignas todos sabemos… e eu aposto todas as minhas fichas que estas serão as portadoras do apocalipse zumbi!

Não contente em transformar pobres baratas em zumbis, estes vis insetos têm mais uma carta morta-viva na manga.

Desta vez falamos das Glyptapanteles, espécie de vespa que habita a América do Norte e Central.

Uma vez fecundada, a Glyptapanteles mulherzinha pratica um tipo estranho de estupro inter-espécies, depositando assim seus mais de 80 ovos dentro de uma pobre lagarta.


Nada legal.

Dai você já sabe né… as baby-vespas comem a lagarta, lentamente (cerca de 4 a 5 semanas), por dentro. Após isso, perfuram sua pele e eclodem para o exterior. Triste jeito de morrer… BUT WAIT!

Não acaba por aí.
De alguma forma, a lagarta sobrevive a estes intempéries… ou não… Algumas das larvas não abandonam o corpo do hospedeiro, ficando dentro dele para, de alguma forma não conhecida, tomar controle das ações da lagarta.


Braaaaaains, digo, laaaaaaaarvas

A lagarta passa a proteger as bebes-larvas-vespas que a comeram viva, permanecendo sem se alimentar ao lado dos desprezíveis serezinhos de todos os predadores que possam se aproximar.

Um ser que deveria estar morto, que está vivo e que não tem o menor controle sobre suas ações, chegando a atacar seus semelhantes. ALERTA ZUMBI!

O mais estranho (é, tem mais) é que o hospedeiro morre quase que no exato instante que as larvas se tornam vespas adultas.

Troca-se Shotgun por inseticida. Tratar aqui.

Vi no Cracked.

Se assuste mais um pouco com:

verme transforma lesmas em zumbis | vespa transforma barata em zumbifungo transforma formigas em zumbisnerds transformam besouro em ciborgue | gordo transforma cenoura em bacon

Resenhando: Guerra Mundial Z

14 fev

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Essa é uma resenha crítica sobre um livro de cabeceira dos Zombie-Hunters, colaboração da linda Fanny @AnyaKinn Sene. Colabore você também com esta epopéia blogueira!

BROOKS, Max. Guerra mundial Z: uma história oral da guerra dos Zumbis. Rocco, Rio de Janeiro: 2010. 368p.
Tradução Por Ryta Vinagre de : World War Z: an oral history of the zombie war.

“Eles não tinham medo! Independente do que fizermos, por mais que matarmos, eles nunca, jamais têm medo.”

‘Os anos sombrios’, a ‘peste ambulante’ ou simplesmente ‘Guerra Mundial Z’. Doze anos depois de declarado nos Estados Unidos, o Dia V, Max Brooks assume o papel de narrador em um livro de memórias emocionante e ‘Humano’.

Oficial do exército membro da Comissão do Pós-Guerra das Nações Unidas, o narrador é encarregado de elaborar o relatório oficial sobre o ocorrido, mas se depara com um conflito pessoal e descobre que, a intimidade e a humanidade em sua obra fora totalmente descartada – dando lugar a uma coletânea de dados fria e dura sobre uma década apocalíptica – se tornando somente informações ‘pós-ação’. Com a motivação de não deixar ‘as histórias morrerem’, escreveu um livro de memórias, que inclui detalhes do relatório oficial e lembranças de sobreviventes durante e pós-guerra.

Em Guerra Mundial Z, Max Brooks retoma o tema de seu primeiro livro, O Guia de Sobrevivência a Zumbis –  leia resenha aqui -, mas diferente do primeiro, leva a narrativa classificada como gênero ‘Ficção de terror’ a um nível diferente. Com o desenvolvimento do livro bem construído, o relato conta em primeira pessoa com pequenas histórias em formato de entrevista. As perspectivas diversas – desde entrevistas com sobreviventes civis, militares e até especialistas no tema – e os testemunhos destes sobreviventes são recheados de naturalidade, e seu envolvimento (pessoal e/ou profissional) na guerra traz a tona um impacto realístico sobre o leitor.

Uma constante sensação de realidade percorre toda a leitura, pois como os livros do gênero, este é muito detalhista e de difícil leitura, mas a História e crítica à realidade embutidas não perdem a ligação com o tema fictício em momento algum. Senti falta de aprofundamento em vários relatos e/ou assuntos, pois mesmo com a incrível construção do livro em termos estruturais, as estórias têm gostinho de ‘quero mais’.
Traçando um panorama sobre a insurreição e o ataque dos seres que quase extinguiram a humanidade, o livro conta com oito capítulos que funcionam como ‘categorias’ em um trabalho científico: categorizar as entrevistas de acordo com temas recorrentes. Os temas vão de Alertas, Culpa, o grande Pânico, Virada de maré, um capítulo só sobre os americanos (recorrente da nacionalidade do autor), um destinado ao Mundo, Guerra total e Despedidas.

O início do livro conta minuciosamente o relato de como tudo começou. O primeiro capítulo tenta explicar o desenrolar da situação, especulando o surgimento da crise na China, como foi o desenvolvimento da infecção nos países, a fuga em terra e no mar, o primeiro desespero da população, quais os destinos focados, as pesquisas científicas e algumas estratégias utilizadas de início pelos governos. O terror apenas começava.

Dentro do primeiro capítulo, um relato ocorre no Brasil, onde a situação se desenvolve em São Paulo, mas a entrevista foi dada em – lógico, ironicamente pensado e super provável – uma tribo ianomâmi, em uma aldeia que fica EM CIMA das árvores, no meio da Amazônia…
A partir as primeiras impressões, o livro começa a tecer sobre a postura das autoridades acerca do assunto (polícia, CIA, governo, exército, ONU, etc.), sobre uma provável vacina, marketing, mídia, indústrias voltadas ao consumo durante a guerra e toda uma crítica à realidade.
Brooks faz menção – dentro da fala do narrador e dos entrevistados – a forma como os ‘responsáveis’ lidam com os conflitos atuais reais, guerras, bombas nucleares e diversos outros fatores políticos, econômicos, religiosos, sociais e raciais. Tece comentários ácidos, e deixa clara a crítica sobre temas diversos como o autoritarismo, a falsificação de relatórios de inteligência por parte do governo, o impacto social e ambiental de grandes empreendimentos, a opressão imposta por regimes fundamentalistas, e ao tráfico internacional de órgãos.

Ainda dentro da idéia política, o livro fala especificamente dos EUA sobre a política de reconstrução do país, patriotismo, manipulação da massa, assistência à população como recursos, saúde e comida, e doenças psicológicas como síndrome de morte assintomática e quislings, estudando prevenção e tratamentos.

Outro fator que torna a realidade do livro cada vez mais convincente durante a leitura, é que este explana sobre os instintos da raça humana, seus valores e sentimentos, especificamente o MEDO. Temas com que freqüentemente torna fácil a identificação com o interlocutor. ‘O grande pânico’ é o capítulo com maior concentração destes: Descreve os destroços físicos e da sociedade; explana os valores humanos, o valor da vida, valor material e do próprio dinheiro durante o pior da guerra; desenvolve questões psicológicas e extremas do lado humano, como sobrevivência a partir de coisas ‘inumanas’, sacrifício de milhares para a vida de poucos e o dever dos militares perante a nação e a população.
Durante a erradicação do problema, o livro ainda conta com a definição de Guerra Total contra os Zumbis e descreve o extermínio destes, as estratégias de guerra utilizadas, a logística, o posicionamento das tropas, as técnicas e o auxílio precário, mas indispensável, dos cães (que, aliás, foi uma das partes que mais me identifiquei ;_; ).
Por fim, o surto de epidemia/pandemia que revelou o terrível custo humano está sendo controlado, e a sobrevivência, o retorno à sociedade e a reconstrução do ‘mundo’, em conjunto com os sentimentos sobre o que passou, são assuntos decorrentes dos últimos capítulos.
O irônico e irreverente escritor faz com que as primeiras páginas sejam pesadas de referências, críticas e históricas – além de zumbis – mas ao longo do enredo a leitura vai ficando leve, corrida e agradável. Guerra Mundial Z é um texto fictício sobre um total boom de zumbis, e agregar a fala de quem ainda sente as seqüelas da guerra e convive com essa realidade imposta – onde zumbis fazem parte do seu dia a dia – nos ajuda a perceber que eles são REALMENTE um problema em um futuro próximo.

Muito mais Livro, e não guia, é realmente imperdível para fãs inteligentes do gênero e de Zumbis. Eu recomendo e estou preparada.

*Guerra Mundial Z teve seus direitos comprados para o cinema.

Cartões românticos para zumbis

10 fev

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Zumbis também amam. Dia 14 é o Valentine’s Day (quem aí vai me dar chocolates?) e dia 12 é a esperada continuação da 2ª temporada de The Walking Dead.

Então, nada mais lindo que celebrar essa data ao lado do zumbi que você ama com cartões inspirados no TWD

Coisa maaaais catita!

Zombie Universe

7 fev

Dois jovens em uma não tão alucinante jornada num Universo Zumbi!
Essa é uma produção independente de aproximadamente 30 minutos sobre nosso tema preferido.

O projeto Zombie Universe está em desenvolvimento, confira as continuações no KickStarter/ZombieUniverse e – caso você possua um milhão de reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro – dê uma contribuição para o cenário B da cinematografia zumbi!