Resenhando: Magia ao Luar

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Voltando mais uma vez à França, agora definitivamente no passado – novamente pelos anos 20 -, Woody Allen narra, entre linhas talvez tortas e, indubitavelmente, não das suas mais bem traçadas, a irracionalidade do amor.

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Stanley Crawford (Colin Firth) é um grande mágico, famoso por criar fabulosos truques e desmascarar farsantes. Sua capacidade de provar que tudo é falso e fingido o torna extremamente cético e insuportavelmente ranzinza. Surge, então, Howard (Simon McBurney), um velho amigo que chama Stanley para revelar os supostos truques de uma curiosa e encantadora médium que está convencendo de seu talento abastadas famílias da Riviera Francesa. A médium é Sophie Baker, uma jovem delicada e doce, que desempenha muito bem seu papel místico e misterioso. Ela acaba confundindo Stanley. Em questão de dias, ele se vê fortemente questionado, impressionado e até mesmo deslumbrado. Qual seria a grande explicação – ou segredo – para Sophie Baker?

Woody, que é sempre marcado por extensas e proporcionalmente atraentes e divertidas cenas de puro diálogo, se mostra um tanto fraco. As discussões são, em sua maioria, pouquíssimo aguçantes. Acaba sendo até frustrante ver atores que interpretam bem seus papéis e são excelentes, de um forma geral, tão apagados. Vi muito pouco sendo aproveitado, o que é ainda mais chamativo pelo fato da proposta do filme ser interessantíssima e imensamente rica. Não faz do longa ruim, mas um tanto inexpressivo. A assinatura do diretor e roteirista está toda ali, explícita, mas um tanto fraca, principalmente em comparação com outras obras – em específico as últimas, às quais não faltaram elogios e prêmios.

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Por fim, vale a reflexão proposta – que não deixa de ser algo insistentemente mencionado em outros filmes de Woody. O amor, em seu sentido talvez mais puro e ideal – o que não impede de ser real -, é ilógico, desvantajoso e – clichê, mas por que não? – cego. Não há coração que não se derreta diante do tradicional e bem feito romance.

Trailer:

Trailer: “Magia ao Luar”

Resenhando: O Grande Hotel Budapeste

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Com um extenso elenco de peso e cartazes de uma arte impecável, O Grande Hotel Budapeste é um filme que, já de início, causa uma impressão. Minhas expectativas eram altas, mas foram logo reprimidas por comentários do tipo “Não é nada genial”. Assisti ao filme com um medo de irrefreável de me decepcionar e reproduzir as críticas que tanto ouvia. De fato, O Grande Hotel Budapeste “não é nada genial”. E nem haveria de ser. Engraçado, original, inusitado e belamente executado, o longa cumpre a sua proposta com tranquilidade, divertindo seu público sem deixar ninguém insatisfeito.

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O Grande Hotel Budapeste é um lugar que já teve sua grandeza. Atualmente, conforta poucos hóspedes e mantém ainda menos luxos. Seu dono é uma misteriosa figura, o senhor Zero Moustafa (F. Murray Abraham) que, ao invés de ocupar um dos quartos mais caros, se contenta em se hospedar num quarto de empregados. Um escritor (Jude Law), hóspede do hotel, se interessa especialmente pela história do reservado dono do estabelecimento. Ao abordá-lo, ele ouvirá uma fantástica narrativa dos tempos áureos do Grande Budapeste.

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Voltamos ao ano de 1932, quando conhecemos, então, M. Gustave (Ralph Fiennes) um excelente concierge, amante de poesia e companheiro de senhoras de idade bem avançada. Zero Moustafa (Tony Revolori), conhecido somente como Zero em sua juventude, está começando a trabalhar no hotel como um mensageiro, o chamado Lobby boy, e por isso acompanha Gustave de um lado para o outro. Uma das senhoras-hóspedes com quem o concierge se relaciona, Madame D. (Tilda Swinton) morre inesperadamente. Em respeito à relação que mantinham, ela deixa para Gustave, em seu testamento, uma valiosa pintura de um menino com uma maçã. Os herdeiros da fortuna não ficam nada contentes e, de uma hora para outra, Gustave é injustamente acusado de ter assassinado a senhora. Inicia-se, portanto, uma perseguição e fuga constantes pela gélida e romantizada República da Zubrowka, uma mistura de República Tcheca e Alemanha.

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A história é narrada de uma forma muito sagaz e agitada, sempre com espaço para piadas inteligentes e de humor negro. O filme conta com um ótimo elenco e atuações impagáveis. Destaco Willem Dafoe, que está extremamente bem na pele de um matador de aluguel, Tony Revolori- o jovem Zero -, um novato que consegue chamar a atenção mesmo ao lado da atuação fantástica de Ralph Fiennes na pele do polido e charmoso concierge. Todos os outros fazem um maravilhoso trabalho, com papéis que combinam muito com seu tipo físico e profissional, o que ajuda o espectador a embarcar ainda mais fundo na história, a qual conta com uma narrativa bem particular e inusitada. A fotografia é belíssima, compondo muito bem o densenrolar do filme. O diretor, Wes Anderson, diz ter se inspirado em diferentes romances de Stefan Sweig para escrever o roteiro, além do protagonista, M. Gustave, que seria baseado no próprio escritor austríaco.

O Grande Hotel Budapeste propõe uma viagem com os personagens principais por uma história com seu tom de ficção e poucas pinceladas de realidade, uma mescla que diverte ao mesmo tempo que traz algumas questões. Tudo é muito ágil e bem enganchado, o que prende bastante o espectador. Nada de único, genial ou alternativo é endereçado, mas logo vemos que esse não é o objetivo. Divertido e surpreendente ao seu próprio modo, o longa cumpre seu papel muito bem. Uma ótima comédia de inverno.

Link do IMDB:http://www.imdb.com/title/tt2278388/

Trailer: O Grande Hotel Budapeste Trailer Legendado

Resenhando: Sangue Quente

Literaturicamente falando, 2013 começou comigo terminando de ler Jogador Nº 1 e iniciando a leitura de Sangue Quente, de Isaac Marion. Livro este que ganhei da minha linda CatieleP. Posso considerar isso um bom início de ano, já que minha lista de leituras pendentes para 2013 é extensa.

Isaac Marion, autor de Sangue QuenteIsaac Marion é um americano boa pinta, nascido em 81, que, além de escritor, também é fotógrafo. Sangue Quente é seu primeiro romance conhecido, já que ele tem mais três auto-publicados. Atualmente ele divide seu tempo entre escrever, tocar músicas alternativas porém relativamente ouvíveis e viajar os EUA dirigindo uma picape GMC 1977.

Ouvi falar do livro pela primeira vez, não lembro se foi no podcast do Pipoca e Nanquim ou do MRG, há um bom tempo atrás. Fui convencido pelos caras a respeito do material e resolvi dar uma chance. Tinha planejado pegar ele de grátis na Livraria Cultura mas ganhei-o de presente antes. Vida dura essa.

Capa do livro Sangue Quente

O livro foi publicado pela Editora LeYa, a mesma que está publicando As Crônicas de Gelo e Fogo e a arte da capa é a mesma da edição americana. A diferença é no excerto escrito na parte de cima. Em ambas as versões, o trecho é de autoria de Stephanie Mayer, que escreveu a saga Crepúsculo. Pois é. Não sei como funciona a escolha desses textos, se é a pessoa que dá uma entrevista inteira e a editora retira um pedaço pra colocar na capa, ou se é um parágrafo isolado, de qualquer maneira, o trecho da edição brasileira é inferior à edição americana. Isso, inicialmente, encomodou-me e até prejudicou um pouco a forma com que eu vi a obra. Como eu disse, inicialmente, mas isso só porque eu sou um chato preocupo-me muito com esses pequenos detalhes. Ao final da leitura do livro minha percepção mudou em relação referido texto, mas chegaremos lá.

Ao iniciarmos o livro, somos transportados para dentro da mente de R, o protagonista da história. Assim como em Jogador Nº1, a narrativa de Sangue Quente é em primeira pessoa, ou seja, o narrador é o próprio protagonista. Esse não é o meu estilo de leitura favorita, porém, se for bem executado, a história pode seguir uma linha de pensamentos que seria impossível caso o autor decidisse usar o narrador em terceira pessoa.

R não sabe quem é, de onde vem, ou pra onde vai. Sabe apenas que é um morto-vivo e que por sua aparência, não deve fazer muito tempo que foi convertido, termo que ele prefere usar. M é o melhor amigo de R, eles conseguem conversar por meio de grunhidos e umas poucas palavras isoladas, R até vangloria-se que seu recorde é de três palavras em sequência. Porém algo muda em R quando ele encontra loirinha galeto chamada Julie e ao invés de devorá-la, ele a salva e a mantém viva.

Acho que a história é inovadora porque tem como foco o ponto de vista de um zumbi em específico e sua percepção do mundo agora arrasado pela praga, diferenciando-se de outros livros onde os protagonistas são os sobreviventes. Outra abordagem que achei muito interessante é a maneira como os Mortos agem, como eles vivem, convivendo em um tipo de sociedade primitiva, saindo em bando para caçar os Vivos e retornando, após a matança, para a colméia.

Quem curte cérebro de macaco fresquinho?Marion quebra uma série de paradigmas ao explicar a motivação dos não-mortos, o porquê da fome por carne humana e o desejo por cérebro fresco. Ele nos apresenta zumbis que “pensam”, mesmo que na maioria das vezes ajam por puro instinto, com algumas poucas exceções. E são essas exceções e o que elas significam na história que prendem o leitor ao livro, fazendo-o querer saber mais e mais.

Sangue Quente tem uma leitura fácil e rápida, entretanto há um certo apelo simbólico e filosófico sobre o ciclo da vida, a busca pela redenção e o poder do amor, que é algo piegas, mas que funciona perfeitamente bem no contexto do livro. Outra coisa que conta positivamente e que eu não via a muuuito tempo: o livro tem ilustrações! Há uma dose sutil de humor, momentos bem tensos e algumas cenas de ação que gostei bastante.

Li todo ele em uma semana, o que é razoavelmente rápido para mim e no final, a afirmação da Srª Mayer: “Nunca pensei que poderia gostar tão apaixonadamente de um zumbi. Fiquei pensando na história muito tempo depois de acabar de ler o livro”, não me pareceu tão ruim, tá certo que é um exagero gostar “apaixonadamente”, porém, sem dúvida alguma, o livro faz pensar e lança um manto de inovação e criatividade ao estilo.

O livro Sangue Quente, de Isaac Marion pode não ser uma obra prima do gênero, mas com certeza irá agradar aos fãs de mortos-vivos. É um livro gostoso de se ler, não é cansativo e eu recomendo sem dúvida alguma. E quem disser que Sangue Quente é um Crepúsculo com zumbis é porque não passa de um imbecil que gosta de dar a ré no quiabo e não tem opinião própria. Morra com suas botas, seu mexilhão imundo.

Nota de Sangue Quente: 3,8 Ciborgues Zumbis

 

 

 

NOTA FINAL: 3.8 Ciborgues Zumbis.

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Cinemando: The Dark Knight Rises

Depois de muitas e muitas resenhas sobre Batman nos blogs por aí, chegou a nossa vez! Assisti o filme nesta terça-feira, mas só agora, depois de assistir Globo Rural e criadores de mel em Pernambuco, eu tenho tempo e disposição pra resenhar. E, caso você seja maluco o bastante pra não ter ido ao cinema depois desse tempo todo, falaremos primeiro do filme sem dar os spoilers. Depois, farei uns comentários sobre o que aconteceu no filme.

Acho pouco produtivo gastar tempo e neurônios comparando este filme a The Dark Knight.  Christopher Nolan sabe disso. O segundo filme de sua franquia do morcego é um dos mais assistidos de todos os tempos e ganhou repercussão entre os críticos e público de maneira nunca antes imaginada. É sua obra prima (apesar de já ter Amnésia no currículo, outro espetacular filme). O Vigilante de Gotham chegou a um nível tão impressionante que seria difícil fazer algo depois daquilo sem parecer ridículo. Mais ou menos como os gênios dos quadrinhos Frank Miller e Alan Moore, que deixaram obras referenciais para muitos personagens, Nolan usou Batman Begins para estabelecer um novo formato, uma nova identidade visual e “auditiva” para o Homem-Morcego nos cinemas. Ao mostrar o longo e complexo caminho que levou Bruce Wayne a vestir  sua armadura de fibra de carbono e tocar o terror nos bandidos da cidade, algo novo e sólido estava sendo construído. Respeito aqueles que gostam de filmes anteriores, em especial os de Tim Burton. Entretanto, eles não são de meu agrado e Nolan fez de tudo para afastar seu Batman daqueles dos anos 80 e 90.

Agora, com um caminho preparado para coisas maiores, veio The Dark Knight. O nome emprestado da obra de Frank Miller ao menos honra a mais famosa e venerada obra de toda a longa história de Bruce Wayne. Como tinha que acontecer, o vilão desta vez é Coringa, o anti-Batman. A atuação lendária de Heath Ledger e as sequências sagazes amarradas num grande roteiro fizeram “quase” uma obra definitiva para o personagem nos cinemas. Afinal, o que pode ser mais grandioso que isso?

Por muito tempo, fãs especulavam qual seria o vilão de um terceiro filme.O longa em si nem havia sido anunciado e muitos já tinham um favorito (eu também): Charada. Com seus enigmas veríamos um Batman mais detetive, coisa muito marcante nos quadrinhos e que nunca teve muita força na telona. Entretanto, depois de ver TDKR percebo que Nolan acertou em cheio ao trazer Bane à seu universo semi-realista. Nunca gostei do personagem, que tem uma origem e motivações bem fracas. Por outro lado, significaria um desafio totalmente diferente para o herói. Se nos filmes anteriores Batman se mostrava bom o bastante para derrotar sozinho a Liga das Sombras de Ras’Al Ghul e correr de um lado a outro de Gotham para evitar as peripécias do Coringa, agora ele tem um rival capaz de destruí-lo num confronto direto.

E este é o grande mérito deste filme: não tentar superar o segundo, mas usando um pouco deste e bastante dos temas colocados no primeiro para fechar a série e a Lenda do Homem-Morcego. Lenda. Este termo é muito importante e serve de base para entender de quê se trata todos os três filmes.

Diferente do Batman que crescemos vendo na TV ou nas HQs, com turnos quase que diários pela cidade de Gotham, com inúmeros ladrões de 7eleven e malucos fantasiados em geral (ver post anterior da Jenny) o herói interpretado por Christian Bale é como um megaevento, algo surpreendente. Uma figura bizarra e assustadora  esmagando o asfalto com seu Tumbler que não poderia passar despercebida a todos os olhos de uma metrópole por tantos anos. Por isso a ação de Batman é quase sempre bem pontual, apesar de ser espetaculosa.

Ninguém anda com uma porcaria dessas por muito tempo sem deixar grandes rastros.

Assim como antes, o envolvimento de Bruce Wayne com a ação de Bane estão intimamente ligados. A fim de encerrar este ciclo destrutivo que custou muitas vidas nos episódios passados e mais um monte (sim, um monte) no terceiro filme, o Batman precisa voltar e encerrar seu ciclo, vencendo antigos medos, limitações e libertando-se para sempre.

Achei o filme mais comparável não com The Dark Knight, mas com outra obra de Nolan, Inception. Assim como A Origem, TDKR (The Dark Knight Rises) não é um primor quase intocável. Tem partes confusas, até meio bobas. Apesar de quase tudo em TDKR ter um significado, servir de símbolo para a obra, muitas coisas são apresentadas de maneira não muito convincente e podem incomodar os espectadores mais chatos e com prisão de ventre exigentes. Por outro lado, a espinha dorsal do filme, que liga este ato final do Cavaleiro das Trevas à sua própria origem e ascensão, é muito bem usada e respeitada. Os bons atores selecionados seguram o filme mesmo quando ele parece não ir muito bem. Christian Bale faz um Bruce Wayne mais velho e sombrio, cheio de culpa. Tom Hardy mostra que é um excelente profissional, dando personalidade e peso a um vilão no mínimo contestável. Apesar de sua voz causar polêmica (uns gostam ,outros detestam) a maneira como ele contorna a situação me agradou muito. E Michael Cane, bem… com certeza o grande nome deste cast , acaba aparecendo pouco no longa, mas rende as cenas mais emocionantes de um filme que consegue comover em alguns momentos e trazer aquele sentimento de nostalgia por algo que se encerra.

Bem, ainda não falei da Mulher-Gato… Anne Hathaway não tinha cara de Selina Kyle, na minha visão. Parecia ter um ar muito juvenil, e não de uma ladra adulta, maliciosa, dúbia… e sensual. Apesar de Hathaway ser linda e boa atriz, tinha medo dela não entrar no clima do filme. Mas as cenas em que aparece são muito bem construídas e conseguem cativar o espectador. Nem tanto quanto ela mexe com o frio Bruce Wayne, que claramente mostra-se apaixonado pela “boa ladra”, mesmo esta sacaneando o herói até não poder mais.

Em suma, achei TDKR um grande filme, não somente um filme grande/grandioso. Nolan se mostra corajoso, tentando sempre sair do óbvio, mas sem ser maluco demais pra deixar o público menos “antenado” perdido. A ação do filme é bem conduzida e vemos Batman lutar como nunca. É emocionante e com personagens cativantes, que tem personalidade. Em nome do roteiro e de não deixar o filme mais longo do que já é (mais de 2h40) alguns erros são cometidos. Coisas não são bem explicadas ou forçadas demais. Mas não o bastante para que o fim da trilogia de Nolan deixe de ser um filme obrigatório.

Não podemos tirar a razão de Bruce Wayne. Por que não se deixar enrolar por uma Selina Kyle dessas?

 

Nota Com Spoiler!

Muitos dos erros que citei acima foram citados pelo Nerdcast e pelos Melhores do Mundo. Mas acho que faltou um que me fez sair do cinema com a pulga atrás da orelha. E na verdade o único erro que realmente me fez achar o filme um pouco pior que gostaria. Quando Batman leva a bomba NUCLEAR (eu disse  N U C L E A R ) para o Oceano Atlântico a edição dá a entender que sim, é o Bátema que está pilotando o Morcego. Então, como ele sobreviveu? Mesmo que tenha saído da nave antes da detonação da ogiva, como ele sobreviveria?

Na verdade… não acho isso o mais importante. Afinal… ele é o Batman, ele se vira. O problema é que, a menos que eu esteja maluco, Nolan não dá uma brecha para que Batman sobreviva. Tirando este fato, achei o final um espetáculo. Quero muito que nunca mais façam um filme do Batman, acho que não precisa de mais nada. Mas, como a Warner precisa ganhar dinheiro….

 

Cinemando: Sombras da Noite

Desde que as primeiras notícias e fotos sobre a adaptação do Tim Burton para a série televisiva Dark Shadows ( programa bem sucedido de suspense-terror do canal ABC com várias criaturas sobrenaturais, transmitido entre 1966 e 1971 ) foram divulgadas, tanto os fãs do diretor quanto os fãs do seriado ficaram super animados com a produção. Contudo, vários comentários infelizes têm tomado lugar na internet desde que o trailer foi lançado. A proposta era misturar a atmosfera gótica com…comédia, uma atitude pra lá de arriscada e estranha. Mas alguns esperançosos – leia-se: eu e uma galera – ainda confiavam no fato de ser baseado em um grande seriado com um diretor de ótimos filmes. Só não houve contra argumento quando o filme finalmente estreou nos EUA e foi alvo de ainda mais comentários negativos. Passei a não mais aguardar sua chegada ao Brasil, porém, fui assistir, confesso, com um pouco de espectativa. E, bem, o que posso dizer? Estavam certos: não chega a ser razoável, é confuso, e terror com comédia não rola.

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