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Resenhando: Os Vingadores

4 mai

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Bem, primeiro acho que devo explicações pelo sumiço do Zumblorg. Tive uma apendicite que estourou lançando fezes e pus por entre as tripas. Resultado: tiveram de abrir meu bucho, tirar minhas tripas, lavá-las e botar lá dentro de novo. Sobraram 26 pontos na barriga ( o que siginifica que jamais poderei usar biquini ) e 2 meses de recuperação. E aí, quando saio do hospital, descubro que tenho mais inúmeros perrengues envolvendo os ( sim, ‘os’ ) computadores E a internet aqui de casa. Não sei o que é pior: isto tudo ou o apocalipse zumbi que está por vir. O importante é que estou de volta. ;)

 

Tenho que admitir que estava com medo deste filme. Vingadores é um projeto audacioso da Marvel, que, dando errado, poderia comprometer o futuro próximo  dos filmes nerds. Meu medo vinha do fato que, apesar de todos ( ou quase todos ) os filmes do novo estúdio serem competentes e divertidos, mas muito longe do brilhantismo. Uma coisa bem para o povão se divertir num fim de semana e depois ir encher a pança de Coca e Whooper ( Big Mac nunca mais! ). Legal….mas nada muito longe de um troféu joinha. Além disso, como fã xarope que sou, ficava incomodado com a pouca “liga” que havia entre os filmes. Haviam referências de personagens em filmes de outros e as famigeradas aparições de Nick ” Samuel Modafocka L. Jackson”  Fury depois dos créditos, mas sentia que ainda faltava alguma coisa.

Entretanto, meu maior temor com este filme se confirmava pelo pôster:

Nele, não por falta de razões, Tony Stark é colocado em evidência. Pelo talento de Robert Downey Jr. ser notoriamente superior aos dos demais humanos que encarnavam os Vingadores e pela franquia Homem de Ferro ser a primeira e a mais prolífica da Marvel Studios, tinha medo do filme virar um Homem de Ferro e Seus Amiguinhos na Luta Contra o Mal. Uma falta de confiança no público ou no próprio trabalho poderia gerar esta confusão. Mas o projeto não poderia estar em melhores mãos: Joss Whedon.

A foto de Whedon mais nerd mongol que eu achei.

 

Apesar de novato na tela grande, Whedon tem dois grandes trunfos na mão: já trabalhou na Marvel com muito sucesso no roteiro dos Surpreendentes X-Men. E na TV, foi a mente por de trás das séries Buffy, Angel e Firefly . Séries com múltiplos personagens com relevância semelhante, que eram desenvolvidos em torno de uma trama única. Esse fator foi importantíssimo para dar a Whedon o aval de trabalhar personagens que ele conhece tão bem e apresentar um resultado satisfatório. ( Ah! Estava esquecendo mas ele tem um Oscar pelo roteiro de Toy Story também! ;) )

Buffy e sua beleza anos 90.

 

E o resultado, bem…… é muito mais que isso. Sabe quando você é criança e brincava com seus bonecos de Cavaleiros do Zodíaco, Jaspion ou Power Rangers imaginando cenas foderosas de destruição e porradaria ilimitada?  Sabe quando pulava de cima do sofá surpreendendo seu irmão pentelho sonhando ser o próprio Homem-Aranha investindo contra o Duende Macabro? Sabe quando as lutas de poder ilimitado de Dragon Ball Z davam uma comichão nerd de querer ver algo de igual impacto no cinema? Pois é, Vingadores é tudo isso.

Whedon foi capaz de manter os acertos dos filmes anteriores, sustentando as personalidades construídas, desenvolvendo os personagens ainda não explorados ( Fury, Viúva Negra, Gavião Arqueiro ), o humor bem encaixado na trama e entregando aos fãs um dos melhores filmes de ação das últimas décadas. O longa chuta categoricamente o rabo de Michael Bay e dos Transformers dá uma aula de como usar os limites quase infinitos dos efeitos visuais do séc. XXI na construção de um longa que tem por finalidade entreter pelo visual e criar uma catarse de espasmos nerds e foderosidade staloniana.

Porrada desenfreada. Todos comemora.

 

Na minha humilde e fecal opinião, Os Vingadores é o melhor filme de super-heróis já feito, sem contar a trilogia Batman do Christopher Nolan. Pelo menos no quesito ação, nunca tinha visto algo tão grandioso e bem executado no Black Hawk Down Style  neste segmento.

Se você NÃO brincava com estes brinquedos, você gostará dos Vingadores.

 

E bem, tentei não jogar muitos spoilers para que você deixe de ser maluco ( a ) e vá ver este filme! Go, zombie hunter! Material indispensável para quem quer se alimentar de desejo espartano pela defesa da humanidade contra o apocalipse ( que está vindo, afinal ) !

 

PS: A cena pós-créditos derreteu meu cérebro que escorreu pelos ouvidos. Vou começar uma discussão com quem viu e quer especular sobre Vingadores 2 no Facebook, ok?!?

 

Resenhando: The Zombie Island Of Dr. Ned

3 mai

The Zombie Island Of Dr. Ned

Há algum tempo atrás rolou um post com a preferência gamística de vocês, nossos queridos leitores. Entre os citados estava a primeira expansão do jogo Borderlands chamada The Zombie Island Of Dr. Ned.
Para nos situarmos um pouco, Borderlands é um jogo de tiro em primeira pessoa, ou FPS, com elementos de RPG, onde você escolhe entre uma de 4 classes disponíveis e a medida que seu personagem progride, vai evoluindo, ganhando habilidades, equipamentos e dinheiro. Mas antes de virar a cara e dizer “Pffff mais do mesmo”, saiba, seu lanfranhudo, que Borderlands recebeu a Game Of The Year ou GOTY, que é o Oscar do mundo dos games.

The Zombie Island Of Dr. Ned
Eis então que é lançado o DLC (downloadable content) The Zombie Island Of Dr. Ned e tornou um game que já era fueda em algo épico! Essa nova aventura desenrola-se em Jakobs Cove, uma região setentrional pantanosa de Pandora, mundo onde o game acontece. O plot é simples: descobrir o que causou a infestação zumbilesca e acabar com o problema. Há dezenas de novas missões, a maioria delas dada pelo Dr. Ned, irmão do Dr. Zed, algumas recebidas do mural de recompensas e, como não poderia deixar de ser, há as quests dadas pelos carismáticos Clap-Traps.

The Zombie Island Of Dr. Ned

A bela e pacta vila de Jakob's Cove

São centenas de novas armas, itens e upgrades e batalhões de zumbis que surgem nos mais esperados momentos e dos mais inesperados lugares, se você não ficar ligado, quando menos perceber estará cercado por uma horda de mortos mortos de fome!

The Zombie Island Of Dr. Ned - Dr. Ned Himself

O famoso Dr. Zed, digo Dr. Ned. É perigoso confundí-los.

Joguei a expansão em modo CO-OP no PS3, onde você e um amigo jogam lado a lado. A mecânica do modo cooperativo é excelente e bastante intuitiva. Nos consoles, tanto no PS3 quanto no XBOX 360 é possivel jogar em split screen, mas se você não tem video game ainda é possível jogar pela internet com até 4 pessoas ao mesmo tempo fazendo o jogo ficar 4 vezes mais divertido e umas 10 vezes mais difícil!

The Zombie Island Of Dr. Ned

Um passeio ao pier à luz do entardecer.

Os gráficos são excelentes, com um estilo desenhado, utilizando-se da técnica de Cell Shading, semelhante aos gráficos de Street Fighter IV. Os efeitos sonoros são igualmente bons e tornam o mundo de pandora bastante crível. Os diálogos são uma atração à parte, com doses cavalares de humor negro! Melhor mesmo é o Brick em seu frenezi quando ativa o modo berserk. É pra assustar qualquer um! A trilha sonora é ESPETACULAR. Em maiúsculo mesmo! Ela dá ajuda na imersão e acrescenta muito ao já sombrio tom que o game tem. A jogabilidade é ótima, até eu que não gosto odeio jogar FPS em console, não tive problemas. Mas ainda sou muito mais teclado e mouse!

The Zombie Island Of Dr. Ned

Já a vizinhança não é tão simpática assim..

Em resumo, a expansão The Zombie Island Of Dr. Ned. é uma adição mais do que bem vinda à um título que já era bom e, como todos aqui sabemos, qualquer coisa fica melhor com zumbis, principalmente explosivos e rifles de precisão! O game tem algumas falhas técnicas menores como por exemplo ficar trancado em alguma parte do cenário, às vezes debaixo dele, alguns odiosos pixels invisíveis, tão presentes na série Worms, que fazem que você dê de cara em uma parede invisível e o sistema de inventário também em sua organização e funcionalidade, mas é só questão de acostumar-se e logo você passa a ignorá-los.

Nota Final 4.8

Nota final: 4.8
Sim! É bom assim mesmo! Estou passando fácil das 70 horas de gameplay a ainda não virei o jogo. E mesmo depois de zerar, tem a opção de New Game+, onde você recomeça do início mas do level onde parou e com todos os itens e artefatos!
E quem já jogou, gostou? Não gostou? Comente ai em baixo se quer que façamos a resenha das outras expansões de Borderlands (tem mais três ainda e Borderlands 2 tá chegando)ou diga-nos quais os games gostaria de ver aqui no meu, no seu, no nosso, Comitê Revolucionário Ultra Jovem, Zumblorg!

Resenhando: Vikings – A viúva do inverno

21 mar

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Quando leio certas coisas, uma dúvida reaparece em minha cachola: os quadrinhos estão realmente uma droga ou certos artistas são mesmo muito bons? Bem, estou anos-luz de me considerar um especialista  no assunto ( ou em qualquer outro ), mas sinto ( no bolso ) que curto essa “mídia” mais do qualquer outra. Por exemplo, não me incomodo por não possuir o mais novo álbum do Metallica em CD, por isso baixei em torrent tenho o arquivo digital e só. Nunca me inclinei pro LPs antigos. CDs, então?  Duzentas mil caixetas de plástico que ocupam um espaço monstruoso.  Entretanto, mesmo com a facilidade da internet e com a economia de volume ( e dinheiro e papel ) ainda compro HQs físicas sempre que possível. Tenho uma edição do Thor em inglês de 30 anos ( isso mesmo. Um gibi quase 6 anos mais velho que eu mesmo ) e que considero meu objeto mais valioso. E mesmo agora, sem dinheiro para pagar a pinga da esquina regalias, ainda fui capaz de sangrar mais de vinte reais no encadernado ( capa mole ) do Vikings – A viúva do inverno ( Aliás, senhor Panini e outras editoras: caso queiram um review sobre algo que não temos acesso ou não conhecemos, pode mandar pra cá, ok? ).  Uma pena que a série Northlanders, escrita por Brian Wood tenha sido cancelada nos EUA e, mais cedo ainda, na revista Vertigo, que a Panini Comics lança no Brasil: um catadão de títulos da divisão adulta da DC Comics.

Acredito que Vikings seja uma tradução quase natural e bastante ilustrativa do que é  Northlanders, mas creio que este termo “empobreça” um pouco a obra como um todo.  Afinal, as obras de uma maneira geral englobam um pouco mais que este “povo” e esta cultura do norte europeu. Entretanto, o título encaixa-se bem na obra em questão. Ambientada no início do século XI, a estória conta a luta de uma mulher, Hilda, pela sobrevivência própria e de maneira especial de sua filha pequena. O pai da família ( esposo de Hilda ) morre vítima de uma terrível peste, que matava o doente em questão de poucos dias e era incurável. A moléstia que ameaçava toda a região parecia ser o destino de todos na pequena vila ( 700 moradores ) habitada por Hilda e sua família às margens do Rio Volga ( atual Rússia ). Então entra o personagem que dá movimento para toda a trama: o misterioso Boris. Com um falar refinado e conhecimentos científicos bem à frente de seu tempo ( em especial, de um povo de região tão inóspita ), Boris é um estranho forasteiro com uma ideia aparentemente insana: isolar os moradores da vila do contato com o mundo exterior até que a peste não seja mais um risco.

Boris

 

Além de não conhecer o conceito de microrganismos, os nativos se revoltam pelo fato da reclusão forçada cortar todos os suprimentos vindos do comércio, atividade que movimentava o pequeno vilarejo.  Somando-se a estes, também temos o fato do longo e terrível inverno russo estar no início quando a decisão de fechar os portões da cidade  deveriam ser tomados. Brian Wood usa deste plot interessante para formar personagens muito fortes, com diferentes e justificáveis motivações. Todo o ambiente e os possíveis conflitos são bem arranjados, dando às 196 páginas uma cara de mini-série da HBO ( pois é, não conseguia deixar de lembrar de Game of Thrones ). Elementos já clássicos na série marcam presença. Um dos mais fortes, os conflitos étnicos, estão presentes. Boris, o forasteiro culto, é claramente de uma outra cultura, de uma origem totalmente distinta a dos nativos da diminuta cidade que, apesar de ficar na atual Rússia, conserva todas as características de vila nórdica ( arquitetura, traços físicos, nomes ). O conflito entre o cristianismo institucionalizado e a religião pagã dos nórdicos também aparece discretamente, assim como outros traços de uma sociedade patriarcal e de tempos em que só o mais forte sobrevivia. E, falando em traços, o americano Leandro Fernandez contribui bastante com essa excelente obra com um trabalho bastante vivo e objetivo.

Enfim, um encadernado de Vikings é algo raríssimo ( tomara que venham mais com outras estória inéditas ) de sair. Também é raro o gênero medieval nas páginas das comics. Tomara que tenhamos mais. E, quem sabe, até uns flocos de neve para Odin neste começo/meio de ano. Afinal, se ele gastou tanto nas margens do Volga, um deus tão bacanudo não iria deixar seus fiéis tristes.

Resenhando: Guerra Mundial Z

14 fev

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Essa é uma resenha crítica sobre um livro de cabeceira dos Zombie-Hunters, colaboração da linda Fanny @AnyaKinn Sene. Colabore você também com esta epopéia blogueira!

BROOKS, Max. Guerra mundial Z: uma história oral da guerra dos Zumbis. Rocco, Rio de Janeiro: 2010. 368p.
Tradução Por Ryta Vinagre de : World War Z: an oral history of the zombie war.

“Eles não tinham medo! Independente do que fizermos, por mais que matarmos, eles nunca, jamais têm medo.”

‘Os anos sombrios’, a ‘peste ambulante’ ou simplesmente ‘Guerra Mundial Z’. Doze anos depois de declarado nos Estados Unidos, o Dia V, Max Brooks assume o papel de narrador em um livro de memórias emocionante e ‘Humano’.

Oficial do exército membro da Comissão do Pós-Guerra das Nações Unidas, o narrador é encarregado de elaborar o relatório oficial sobre o ocorrido, mas se depara com um conflito pessoal e descobre que, a intimidade e a humanidade em sua obra fora totalmente descartada – dando lugar a uma coletânea de dados fria e dura sobre uma década apocalíptica – se tornando somente informações ‘pós-ação’. Com a motivação de não deixar ‘as histórias morrerem’, escreveu um livro de memórias, que inclui detalhes do relatório oficial e lembranças de sobreviventes durante e pós-guerra.

Em Guerra Mundial Z, Max Brooks retoma o tema de seu primeiro livro, O Guia de Sobrevivência a Zumbis –  leia resenha aqui -, mas diferente do primeiro, leva a narrativa classificada como gênero ‘Ficção de terror’ a um nível diferente. Com o desenvolvimento do livro bem construído, o relato conta em primeira pessoa com pequenas histórias em formato de entrevista. As perspectivas diversas – desde entrevistas com sobreviventes civis, militares e até especialistas no tema – e os testemunhos destes sobreviventes são recheados de naturalidade, e seu envolvimento (pessoal e/ou profissional) na guerra traz a tona um impacto realístico sobre o leitor.

Uma constante sensação de realidade percorre toda a leitura, pois como os livros do gênero, este é muito detalhista e de difícil leitura, mas a História e crítica à realidade embutidas não perdem a ligação com o tema fictício em momento algum. Senti falta de aprofundamento em vários relatos e/ou assuntos, pois mesmo com a incrível construção do livro em termos estruturais, as estórias têm gostinho de ‘quero mais’.
Traçando um panorama sobre a insurreição e o ataque dos seres que quase extinguiram a humanidade, o livro conta com oito capítulos que funcionam como ‘categorias’ em um trabalho científico: categorizar as entrevistas de acordo com temas recorrentes. Os temas vão de Alertas, Culpa, o grande Pânico, Virada de maré, um capítulo só sobre os americanos (recorrente da nacionalidade do autor), um destinado ao Mundo, Guerra total e Despedidas.

O início do livro conta minuciosamente o relato de como tudo começou. O primeiro capítulo tenta explicar o desenrolar da situação, especulando o surgimento da crise na China, como foi o desenvolvimento da infecção nos países, a fuga em terra e no mar, o primeiro desespero da população, quais os destinos focados, as pesquisas científicas e algumas estratégias utilizadas de início pelos governos. O terror apenas começava.

Dentro do primeiro capítulo, um relato ocorre no Brasil, onde a situação se desenvolve em São Paulo, mas a entrevista foi dada em – lógico, ironicamente pensado e super provável – uma tribo ianomâmi, em uma aldeia que fica EM CIMA das árvores, no meio da Amazônia…
A partir as primeiras impressões, o livro começa a tecer sobre a postura das autoridades acerca do assunto (polícia, CIA, governo, exército, ONU, etc.), sobre uma provável vacina, marketing, mídia, indústrias voltadas ao consumo durante a guerra e toda uma crítica à realidade.
Brooks faz menção – dentro da fala do narrador e dos entrevistados – a forma como os ‘responsáveis’ lidam com os conflitos atuais reais, guerras, bombas nucleares e diversos outros fatores políticos, econômicos, religiosos, sociais e raciais. Tece comentários ácidos, e deixa clara a crítica sobre temas diversos como o autoritarismo, a falsificação de relatórios de inteligência por parte do governo, o impacto social e ambiental de grandes empreendimentos, a opressão imposta por regimes fundamentalistas, e ao tráfico internacional de órgãos.

Ainda dentro da idéia política, o livro fala especificamente dos EUA sobre a política de reconstrução do país, patriotismo, manipulação da massa, assistência à população como recursos, saúde e comida, e doenças psicológicas como síndrome de morte assintomática e quislings, estudando prevenção e tratamentos.

Outro fator que torna a realidade do livro cada vez mais convincente durante a leitura, é que este explana sobre os instintos da raça humana, seus valores e sentimentos, especificamente o MEDO. Temas com que freqüentemente torna fácil a identificação com o interlocutor. ‘O grande pânico’ é o capítulo com maior concentração destes: Descreve os destroços físicos e da sociedade; explana os valores humanos, o valor da vida, valor material e do próprio dinheiro durante o pior da guerra; desenvolve questões psicológicas e extremas do lado humano, como sobrevivência a partir de coisas ‘inumanas’, sacrifício de milhares para a vida de poucos e o dever dos militares perante a nação e a população.
Durante a erradicação do problema, o livro ainda conta com a definição de Guerra Total contra os Zumbis e descreve o extermínio destes, as estratégias de guerra utilizadas, a logística, o posicionamento das tropas, as técnicas e o auxílio precário, mas indispensável, dos cães (que, aliás, foi uma das partes que mais me identifiquei ;_; ).
Por fim, o surto de epidemia/pandemia que revelou o terrível custo humano está sendo controlado, e a sobrevivência, o retorno à sociedade e a reconstrução do ‘mundo’, em conjunto com os sentimentos sobre o que passou, são assuntos decorrentes dos últimos capítulos.
O irônico e irreverente escritor faz com que as primeiras páginas sejam pesadas de referências, críticas e históricas – além de zumbis – mas ao longo do enredo a leitura vai ficando leve, corrida e agradável. Guerra Mundial Z é um texto fictício sobre um total boom de zumbis, e agregar a fala de quem ainda sente as seqüelas da guerra e convive com essa realidade imposta – onde zumbis fazem parte do seu dia a dia – nos ajuda a perceber que eles são REALMENTE um problema em um futuro próximo.

Muito mais Livro, e não guia, é realmente imperdível para fãs inteligentes do gênero e de Zumbis. Eu recomendo e estou preparada.

*Guerra Mundial Z teve seus direitos comprados para o cinema.

Uma das cenas mais bizarras do cinema…

13 fev

DrewPeterson_5

Estava assistindo The Soup na E! (é, sou desocupada… ME PROCESSEM!!!!!) e me deparei com… com… essa… bem, essa pérola do cinema.

Baseado na vida de Drew Peterson, sargento acusado de matar suas 4ª e 5ª esposas, Untouchable tem um roteiro, digamos, interessante… não assisti ainda, mas… mas… mas assistam uma de suas cenas finais, que ocorrem após sua prisão – bem, sei lá, eu não assisti e não pretendo fazê-lo.

Deleitem-se:



Não, isso não é uma comédia. É um filme baseado na vida de um suposto assassino.
O filme conta com a participação Kaley Cuoco, a Penny do TBBT.
Procura-se boa alma para assisti-lo e resenhá-lo.