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As mães Mais BadAsses da Ficção (e a pior mãe também)

12 mai

As mães Mais BadAsses da Ficção (e a pior mãe também)

Estou empolgada com a história dos Top Fodas. Depois de Os Maiores BadAsses da História parte macho e parte fêmea, agora vem a parte mãe!

Eu ia fazer um post sobre as mães mais fodas da história da humanidade. Mas daí ia ter que falar da minha mãe, que além de me parir e me aguentar por quase 25 anos em sua casa, sem nenhuma projeção de me mudar, ainda faz bolos muito bons. TE AMO MÃE (que agraciadamente não verá essa homenagem, visto que não sabe da existência desse blog e felizmente não verá posts como esse).

Logo, fiz da ficção mesmo. E EITA EMPREITADA DIFÍCIL! Não sei se vocês notaram, mas quase todo mundo das telonas, telinhas, gibis e afins é órfão. Quando não é órfão, só aparecem os pés da mãe deles, com vagas referências. Herói nenhum tem mãe, porra?

Descontrolei. Vamos à minhas escolhidas!

May Parker

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Mãe não é quem dá a luz, é quem ama como só uma mãe sabe fazer (pra quem não sabe, abomino a ideia de ficar grávida, acho brega e desnecessário ter um alien se alimentando dos seus fluidos e defecando dentro de você, e pretendo num futuro distante adotar duas meninas, Natrilapa e Plavalaguna, e um pequeno vietnamita que se chamará Hunter).

Me perdi de novo né…

Embora tecnicamente seja uma tia badass, essa senhora é a melhor tutora que um herói poderia ter! May é uma senhora frágil, extremamente dedicada e amorosa com o seu sobrinho e lembra muito minha vó, que hoje habita o céu das vós, onde todo mundo come o quanto elas quiserem, as tv’s mudam de canal sozinhas e tem chá, bolinho de chuva e abraços o tempo todo.

Peter Parker é um dos heróis com maior retidão de caráter dentre as HQs. Ele é humano e tem seus desvios, mas a criação de Tia May fez com que o certo, o errado e a responsabilidade tenham limites muito bem definidos na cabeça do aranhudo, que já se meteu em poucas e boas pra salvar essa senhorinha.

Tia May também merece o prêmio de MÃE GLADIADORA IMORTAL, pois já passava do Cabo da Boa Esperança no volume #1 de Homem-Aranha e ainda não morreu!

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Na verdade, tá bem viva até demais.

Chi-Chi

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Ser mulher e mãe de de sayajin deve ser foda. O primeiro desafio da princesa Chi-chi deve ter sido convencer Goku a reproduzir. Primeiro que o cara nunca estava disponível e poderia ganhar o prêmio de marido menos presente do mundo. Segundo que, mesmo depois de adulto, Goku ainda possuía pureza de coração suficiente para andar na nuvem voadora pra cima e pra baixo.

Aposto que Chi-chi dopou Goku para fazer Gohan e Goten, e fez todo o serviço sozinha!

Seu primogênito, Son Gohan, é o único do Universo DGB que pegou em um livro na vida. O único que tem um trabalho de verdade e não é sustentado pela mulher ou vive de ar. Toda vez que Gohan queria ajudar Goku no seu combate contra as forças do mal, Chi-chi tinha um siricutico e mandava o menino estudar, sendo assim a única mãe da região que via problema em seu filho se expor ao risco de ser trucidado ou virar um cara cabeludo que se mete em encrenca pela cidade a fora.

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Já Goten ela criou sozinha! Imagina você criando uma criança com poderes divinos e ainda ter que sustentar a família? Goku é um grande herói e um grande guerreiro, [polemic mode="on"] mas como pai ele é meio merda [polemic mode="off"].

Como se não bastasse, ela ainda enfrenta o Majin Boo.

Rosemary Woodhouse

O que você faz ao saber que seu filho é o anticristo? Joga ele na privada, tosta ele no George Foreman Grill ou utiliza-o como uma piñata parecem-me opções bastante interessantes. Rosemary aposta o destino de toda a humanidade para proteger seu rebento, sendo o ícone do instinto maternal.

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Tudo referente ao bebê de Rosemary é envolto numa atmosfera diabólica e, embora a criança em si não apareça no longa pode-se inferir que é a coisa mais feia do mundo, sem dúvida alguma que trará somente o mau e o caos. Mas a senhora Woodhouse não está nem aí: é seu bebê e ela chega ao limite da sanidade, faz o que for preciso para ele sobreviver.

Rosemary é igual a sua mãe: não importa o quão bosta você seja e o quanto você possa cagar na sociedade, ela te ama e te acha lindo!

Martha Kent

Você já cuidou de uma criança de 5 anos? Elas são insuportáveis! Elas caem o tempo todo, elas não te ouvem, elas rabiscam as coisas, querem pegar tudo, choram e gritam frente a qualquer ‘não’ e batem a cabeça nas quinas. Agora imagina criar uma criança de 5 anos que pode congelar pessoas com um assoprão ou fritar o planeta com sua visão de raio laser?

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Ignorando o fato de que uma nave espacial acabou de cair no seu quintal, que dentro dela tem um bebê que pode ser radioativo ou canibal e que não se pode pegar qualquer criança e dizer que é seu filho, Martha adota o Superman – e ninguém acha estranho, provando que o tráfico de crianças é algo comum em Pequenópolis.

Ela molda o caráter do herói a ponto de torna-lo o homem mais bunda mole que não faz mal a uma barata do mundo. O Superômi faria sarapatel do resto da Liga da Justiça com um arroto se quisesse, mas graças à senhora Kent ele não quer fazer isso e prefere ser inexplicavelmente altruísta, bonzinho e respeitador.

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Martha Kent é a razão porque Superman virou o ícone dos heróis e o Capitão Marvel, que tem os poderes chupados pela Marvel, não fez sucesso nenhum.

Sarah Connor

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Minha ídola! Minha musa inspiradora! A mulher mais foda que já habitou esse planeta. Tá, eu sei, ela não habitou… Mas deveria ter habitado. Sério, desde minha fase fetal eu admiro essa mulher, além de ser uma das poucas heroínas de ação que presta ainda é um dos retratos mais fiel de mãe já feito!

REAL!??!?!?!!? Você me diz.

Imagine que um robô aparecesse na sua casa e dissesse pra sua mãe que ia te matar…

Eu tenho dó do robô.

No início, Sarah é representada como uma mulher frágil, sem nenhum preparo para o combate. Ela podia muito bem deixar Reese se fuder pra fazer seja lá o que for contra o robô e, quando obÓviamente ele fracassasse, ficar em posição fetal chorando e chupando o dedão aguardando uma morte certa – como todos nós ficaríamos, não banque o herói pra cima de mim!

Mas Sarah não! A franguinha mata sozinha o Schwarzenegger com as próprias mãos uma prensa gigante! O que a impele? O amor a um filho que ela nem teve ainda!

Conheceu – em um cara que nem tinha nascido ainda – o amor da sua vida e engravidou horas antes dele morrer, o que a torna na mãe mais solteira do mundo todo. Teve que matar o Arnold Schwarzenegger e foi curar seus traumas treinando seu pimpolho para ser uma máquina de matar, e ela acabou virando o Rambo no processo.

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Linda Hamilton: tá pra nascer uma mulher que fique tão bem segurando uma 12!

Após isso, resolve ela mesma poupar seu filho – e consequentemente a humanidade – de um triste fim lutando contra as máquinas e tenta resolver a parada com as próprias mãos, se fodam os ajudantes do futuro! Se foda a policia! Se foda todo mundo que passar pelo seu caminho! Não, você não vai voltar porra nenhuma, Arnold!!!!!

E pra mim ela consegue, visto que descarto totalmente a existência das sequencias 3 e 4. Jonathan Mostow, ainda temos contas a acertar por Terminator 3. Eu nunca vou te perdoar por isso!

Pior mãe

Kate – Esqueceram de Mim

Ela é a culpada pelo que Macaulay Culkin é hoje! Esta hedionda mulher esqueceu tantas vezes seu rebento em casa, ou na rua, ou no aeroporto… Em Esqueceram de Mim, essa energúmena consegue esquecer uma criança de 8 anos sozinha em casa, a mercê de assaltantes. Não podemos acompanhar como foi a educação de Kevin (Culkin), mas pelo nível de artimanhas que ele fez para salvar sua pele tenho certeza que ele foi criado para ser um perfeito maníaco-psicopata-homicida.

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Já em Esqueceram de Mim 2 – Perdido em Nova York, ela larga o pequeno pra congelar e ter seu ânus deflorado por mendigos canibais em NY. Temos ainda sequencia 3 e 4, mas são filmes tão ruins que nem vou mencionar aqui, provando que Hollywood acha normalzéx esquecer das QUIANÇA TUDO.

Lembro que adorava assistir esses filmes quando pequetita, mas minha mãe ficava indignada com a negligência da mãe do moleque!

 

Bom corja de malfeitores, terminamos mais uma lista no ZB! O que acharam? Quem merece uma menção honrosa? Qual será a próxima lista? Você lembrou de comprar o presente da sua mãe?

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Cinemando: The Dark Knight Rises

5 ago

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Depois de muitas e muitas resenhas sobre Batman nos blogs por aí, chegou a nossa vez! Assisti o filme nesta terça-feira, mas só agora, depois de assistir Globo Rural e criadores de mel em Pernambuco, eu tenho tempo e disposição pra resenhar. E, caso você seja maluco o bastante pra não ter ido ao cinema depois desse tempo todo, falaremos primeiro do filme sem dar os spoilers. Depois, farei uns comentários sobre o que aconteceu no filme.

Acho pouco produtivo gastar tempo e neurônios comparando este filme a The Dark Knight.  Christopher Nolan sabe disso. O segundo filme de sua franquia do morcego é um dos mais assistidos de todos os tempos e ganhou repercussão entre os críticos e público de maneira nunca antes imaginada. É sua obra prima (apesar de já ter Amnésia no currículo, outro espetacular filme). O Vigilante de Gotham chegou a um nível tão impressionante que seria difícil fazer algo depois daquilo sem parecer ridículo. Mais ou menos como os gênios dos quadrinhos Frank Miller e Alan Moore, que deixaram obras referenciais para muitos personagens, Nolan usou Batman Begins para estabelecer um novo formato, uma nova identidade visual e “auditiva” para o Homem-Morcego nos cinemas. Ao mostrar o longo e complexo caminho que levou Bruce Wayne a vestir  sua armadura de fibra de carbono e tocar o terror nos bandidos da cidade, algo novo e sólido estava sendo construído. Respeito aqueles que gostam de filmes anteriores, em especial os de Tim Burton. Entretanto, eles não são de meu agrado e Nolan fez de tudo para afastar seu Batman daqueles dos anos 80 e 90.

Agora, com um caminho preparado para coisas maiores, veio The Dark Knight. O nome emprestado da obra de Frank Miller ao menos honra a mais famosa e venerada obra de toda a longa história de Bruce Wayne. Como tinha que acontecer, o vilão desta vez é Coringa, o anti-Batman. A atuação lendária de Heath Ledger e as sequências sagazes amarradas num grande roteiro fizeram “quase” uma obra definitiva para o personagem nos cinemas. Afinal, o que pode ser mais grandioso que isso?

Por muito tempo, fãs especulavam qual seria o vilão de um terceiro filme.O longa em si nem havia sido anunciado e muitos já tinham um favorito (eu também): Charada. Com seus enigmas veríamos um Batman mais detetive, coisa muito marcante nos quadrinhos e que nunca teve muita força na telona. Entretanto, depois de ver TDKR percebo que Nolan acertou em cheio ao trazer Bane à seu universo semi-realista. Nunca gostei do personagem, que tem uma origem e motivações bem fracas. Por outro lado, significaria um desafio totalmente diferente para o herói. Se nos filmes anteriores Batman se mostrava bom o bastante para derrotar sozinho a Liga das Sombras de Ras’Al Ghul e correr de um lado a outro de Gotham para evitar as peripécias do Coringa, agora ele tem um rival capaz de destruí-lo num confronto direto.

E este é o grande mérito deste filme: não tentar superar o segundo, mas usando um pouco deste e bastante dos temas colocados no primeiro para fechar a série e a Lenda do Homem-Morcego. Lenda. Este termo é muito importante e serve de base para entender de quê se trata todos os três filmes.

Diferente do Batman que crescemos vendo na TV ou nas HQs, com turnos quase que diários pela cidade de Gotham, com inúmeros ladrões de 7eleven e malucos fantasiados em geral (ver post anterior da Jenny) o herói interpretado por Christian Bale é como um megaevento, algo surpreendente. Uma figura bizarra e assustadora  esmagando o asfalto com seu Tumbler que não poderia passar despercebida a todos os olhos de uma metrópole por tantos anos. Por isso a ação de Batman é quase sempre bem pontual, apesar de ser espetaculosa.

Ninguém anda com uma porcaria dessas por muito tempo sem deixar grandes rastros.

Assim como antes, o envolvimento de Bruce Wayne com a ação de Bane estão intimamente ligados. A fim de encerrar este ciclo destrutivo que custou muitas vidas nos episódios passados e mais um monte (sim, um monte) no terceiro filme, o Batman precisa voltar e encerrar seu ciclo, vencendo antigos medos, limitações e libertando-se para sempre.

Achei o filme mais comparável não com The Dark Knight, mas com outra obra de Nolan, Inception. Assim como A Origem, TDKR (The Dark Knight Rises) não é um primor quase intocável. Tem partes confusas, até meio bobas. Apesar de quase tudo em TDKR ter um significado, servir de símbolo para a obra, muitas coisas são apresentadas de maneira não muito convincente e podem incomodar os espectadores mais chatos e com prisão de ventre exigentes. Por outro lado, a espinha dorsal do filme, que liga este ato final do Cavaleiro das Trevas à sua própria origem e ascensão, é muito bem usada e respeitada. Os bons atores selecionados seguram o filme mesmo quando ele parece não ir muito bem. Christian Bale faz um Bruce Wayne mais velho e sombrio, cheio de culpa. Tom Hardy mostra que é um excelente profissional, dando personalidade e peso a um vilão no mínimo contestável. Apesar de sua voz causar polêmica (uns gostam ,outros detestam) a maneira como ele contorna a situação me agradou muito. E Michael Cane, bem… com certeza o grande nome deste cast , acaba aparecendo pouco no longa, mas rende as cenas mais emocionantes de um filme que consegue comover em alguns momentos e trazer aquele sentimento de nostalgia por algo que se encerra.

Bem, ainda não falei da Mulher-Gato… Anne Hathaway não tinha cara de Selina Kyle, na minha visão. Parecia ter um ar muito juvenil, e não de uma ladra adulta, maliciosa, dúbia… e sensual. Apesar de Hathaway ser linda e boa atriz, tinha medo dela não entrar no clima do filme. Mas as cenas em que aparece são muito bem construídas e conseguem cativar o espectador. Nem tanto quanto ela mexe com o frio Bruce Wayne, que claramente mostra-se apaixonado pela “boa ladra”, mesmo esta sacaneando o herói até não poder mais.

Em suma, achei TDKR um grande filme, não somente um filme grande/grandioso. Nolan se mostra corajoso, tentando sempre sair do óbvio, mas sem ser maluco demais pra deixar o público menos “antenado” perdido. A ação do filme é bem conduzida e vemos Batman lutar como nunca. É emocionante e com personagens cativantes, que tem personalidade. Em nome do roteiro e de não deixar o filme mais longo do que já é (mais de 2h40) alguns erros são cometidos. Coisas não são bem explicadas ou forçadas demais. Mas não o bastante para que o fim da trilogia de Nolan deixe de ser um filme obrigatório.

Não podemos tirar a razão de Bruce Wayne. Por que não se deixar enrolar por uma Selina Kyle dessas?

 

Nota Com Spoiler!

Muitos dos erros que citei acima foram citados pelo Nerdcast e pelos Melhores do Mundo. Mas acho que faltou um que me fez sair do cinema com a pulga atrás da orelha. E na verdade o único erro que realmente me fez achar o filme um pouco pior que gostaria. Quando Batman leva a bomba NUCLEAR (eu disse  N U C L E A R ) para o Oceano Atlântico a edição dá a entender que sim, é o Bátema que está pilotando o Morcego. Então, como ele sobreviveu? Mesmo que tenha saído da nave antes da detonação da ogiva, como ele sobreviveria?

Na verdade… não acho isso o mais importante. Afinal… ele é o Batman, ele se vira. O problema é que, a menos que eu esteja maluco, Nolan não dá uma brecha para que Batman sobreviva. Tirando este fato, achei o final um espetáculo. Quero muito que nunca mais façam um filme do Batman, acho que não precisa de mais nada. Mas, como a Warner precisa ganhar dinheiro….

 

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Batman e seus (muitos) vilões

30 jul

viloes_batman_evolucão

(muitos mesmo)

Se tem algo que não falta pro morcegudo, além de obviamente dinheiro, são inimigos. O cara é mais odiado que Michel Teló e Vuvuzelas juntos, e eu realmente acho que os psiquiatras desse planeta deviam estudar profundamente WhatAPorra rola em Gotham pra ter tanta gente sequelada por lá.

Você conhece todos eles? Consegue classificá-los por origem/poder?
Claro que não! Mas a gente te ajuda 

*clique na figura para aumentar*

Esse infográfico engloba desde o mais lendário inimigo até o mais Zé-Ruela que morreu com a  facilidade que um Cavaleiro de Prata falece em CDZ.

Mas é claro, temos os vilões clássicos, os vilões fodões que moram no nosso coração e que, muitas vezes, gostamos mais do que do próprio Batman. Que tal entrar no túnel do tempo videoshowfeelings e lembra como eles eram na época do guaraná com rolha e acompanhar a evolução deles?

*Você já sabe como aumentar neste momento, né?*

Eu juro que não sei porque as pessoas ainda vivem em Gotham City. Não faz sentido!

Via 1, 2.

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Deathlok – negro, ciborgue e zumbi

27 abr

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Notaram alguma semelhança?!?!?! É o nosso parente famoso!

Este texto é original do blog Contraversão, e foi criado pelo jornalista, escritor, poeta e professor Alessio @Leosias Esteves, que escreve também no O Protagonista e já apareceu aqui com suas peripécias no ZW SP.

Certos personagens tem conceitos tão escalafobéticos que se tornam automaticamente legais. Quer um exemplo clássico? As Tartarugas Ninja. Elas são tartarugas mutantes adolescentes e… ninja! Praticamente tudo o que a molecada dos anos 90 achava legal em uma única HQ! Não tinha como dar errado. Mas Leonardo, Donatello, Michelângelo e Raphael são “mainstream” (apesar de começarem como quadrinhos independentes), personagens que até a minha mãe conhece. Obviamente, existem milhares de personagens com conceitos bizarros que fariam nossos olhos brilhar. E Deathlok é um deles.

Puxando da memória, o primeiro contato que tive com ele foi na extinta revista “Grande Heróis Marvel”, da Abril Jovem. Na arco de histórias “A Vingança do Sexteto Sinistro”, o Homem-Aranha se junta a diversos heróis para enfrentar um grupo de vilões. E entre seus aliados estava Deathlok, um estranho ciborgue zumbi com várias armas. O personagem me chamou a atenção, mas esta revista era de 1995 e o personagem só deu as caras no Brasil de novo em 2008, desta vez em uma saga dos Vingadores publicada pela Panini. Ele só era lembrado em conversas entre nerds.

Sua primeira aparição foi em 1974, na revista “Astonishing Tales” #25, em uma história escrita por Doug Moench e desenhada por Rich Buckler. Em um universo alternativo onde todos os heróis do mundo foram banidos para outra dimensão, os EUA estão mergulhados em uma guerra interna entre exército, agências de espionagem e mega corporações pelo controle do país. Durante um exercício de treinamento, o soldado Luther Manning é mortalmente ferido por uma bomba. A CIA, querendo preservar o conhecimento e experiência de um ótimo oficial, seleciona Luther para fazer parte do Projeto Alpha-Mech, destinado a criar um exército de super-soldados ciborgues. Após cinco anos em êxtase, o corpo de Luther é reanimado e recebe o nome de Deathlok, devido ao estado em que se encontrava Luther na época, parecendo um zumbi.

Seus poderes são reflexos, força e resistência sobre-humanas. Seu olho artificial possui visão telescópica, microscópica e infravermelha. Possui ainda um computador interno com capacidade de rastreio e uma base de dados imensa. Este computador age como uma segunda personalidade na mente de Deathlok, de modo que os dois interagem e até discutem. Apesar das melhorias cibernéticas, ele ainda precisa respirar, comer e descansar.

Inicialmente um robô que só cumpria ordens de seus superiores, posteriormente ele consegue recuperar sua memória e, após descobrir que seus criadores queriam dominar o mundo, rebelou-se e passou a lutar contra eles. Após uma série de lutas, acabou recebendo ajuda da CIA e se tornou um agente deles. Foi então que o Homem-Aranha do Universo Marvel “padrão” foi para esta dimensão paralela, quando ele e o Deathlok conheceram o viajante do tempo chamado Godwulf. Para impedir que um dos inimigos do ciborgue o localizasse, Godwulf e mandou para a dimensão “padrão” junto com o Homem-Aranha.

Então, como qualquer herói da Marvel que se preze, ele se encontrou e brigou com um série de heróis da casa: Quasar, Coisa, Capitão América, entre outros. Ganhou uma versão maligna nas mãos de uma empresa sinistra, melhorias pela SHIELD e por fim se juntou a Godwulf e outros heróis obscuros para impedir problemas espaço-temporais entre sua dimensão nativa e a atual.

Com tudo resolvido, conseguiu para si manoplas que o permitam viajar pelo tempo e, após uma série de viagens temporais, resolveu morar nos esgotos de Manhattan(!). Péssima escolha, uma vez que várias coisas bizarras sempre acontecem nos esgotos desta cidade. E seu sossego acaba quando Deathlok se junta ao Demolidor para combater uma ameaça do Rei do Crime. Cansado de uma vida de aventuras, virou um andarilho e não foi mais visto.

O personagem teve mais duas encarnações. John Kelly também era um soldado que foi transformado em um “segundo Deathlok” pela CIA, mas acabou se voltando para o mal até ser destruído pelo original. Já Michael Collins era um professor pacifista que trabalha na divisão de cibernética de uma empresa e teve seu cérebro transferido para uma versão mais moderna do ciborgue-zumbi. Está na ativa até hoje, tendo inclusive participado ativamente da clássica saga “Carnificina Máxima”.

Gostou do personagem? Bora caçar todas as histórias do Deathlok em sebos e sites de quadrinhos usados. Clique aqui e veja uma lista completa das aparições do personagem no Brasil.

Em tempos de heróis cada vez mais realistas e com conceitos sérios, é sempre legal saber que existe um ciborgue zumbi viajante do tempo vindo de outra dimensão!

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Resenhando: Vikings – A viúva do inverno

21 mar

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Quando leio certas coisas, uma dúvida reaparece em minha cachola: os quadrinhos estão realmente uma droga ou certos artistas são mesmo muito bons? Bem, estou anos-luz de me considerar um especialista  no assunto ( ou em qualquer outro ), mas sinto ( no bolso ) que curto essa “mídia” mais do qualquer outra. Por exemplo, não me incomodo por não possuir o mais novo álbum do Metallica em CD, por isso baixei em torrent tenho o arquivo digital e só. Nunca me inclinei pro LPs antigos. CDs, então?  Duzentas mil caixetas de plástico que ocupam um espaço monstruoso.  Entretanto, mesmo com a facilidade da internet e com a economia de volume ( e dinheiro e papel ) ainda compro HQs físicas sempre que possível. Tenho uma edição do Thor em inglês de 30 anos ( isso mesmo. Um gibi quase 6 anos mais velho que eu mesmo ) e que considero meu objeto mais valioso. E mesmo agora, sem dinheiro para pagar a pinga da esquina regalias, ainda fui capaz de sangrar mais de vinte reais no encadernado ( capa mole ) do Vikings – A viúva do inverno ( Aliás, senhor Panini e outras editoras: caso queiram um review sobre algo que não temos acesso ou não conhecemos, pode mandar pra cá, ok? ).  Uma pena que a série Northlanders, escrita por Brian Wood tenha sido cancelada nos EUA e, mais cedo ainda, na revista Vertigo, que a Panini Comics lança no Brasil: um catadão de títulos da divisão adulta da DC Comics.

Acredito que Vikings seja uma tradução quase natural e bastante ilustrativa do que é  Northlanders, mas creio que este termo “empobreça” um pouco a obra como um todo.  Afinal, as obras de uma maneira geral englobam um pouco mais que este “povo” e esta cultura do norte europeu. Entretanto, o título encaixa-se bem na obra em questão. Ambientada no início do século XI, a estória conta a luta de uma mulher, Hilda, pela sobrevivência própria e de maneira especial de sua filha pequena. O pai da família ( esposo de Hilda ) morre vítima de uma terrível peste, que matava o doente em questão de poucos dias e era incurável. A moléstia que ameaçava toda a região parecia ser o destino de todos na pequena vila ( 700 moradores ) habitada por Hilda e sua família às margens do Rio Volga ( atual Rússia ). Então entra o personagem que dá movimento para toda a trama: o misterioso Boris. Com um falar refinado e conhecimentos científicos bem à frente de seu tempo ( em especial, de um povo de região tão inóspita ), Boris é um estranho forasteiro com uma ideia aparentemente insana: isolar os moradores da vila do contato com o mundo exterior até que a peste não seja mais um risco.

Boris

 

Além de não conhecer o conceito de microrganismos, os nativos se revoltam pelo fato da reclusão forçada cortar todos os suprimentos vindos do comércio, atividade que movimentava o pequeno vilarejo.  Somando-se a estes, também temos o fato do longo e terrível inverno russo estar no início quando a decisão de fechar os portões da cidade  deveriam ser tomados. Brian Wood usa deste plot interessante para formar personagens muito fortes, com diferentes e justificáveis motivações. Todo o ambiente e os possíveis conflitos são bem arranjados, dando às 196 páginas uma cara de mini-série da HBO ( pois é, não conseguia deixar de lembrar de Game of Thrones ). Elementos já clássicos na série marcam presença. Um dos mais fortes, os conflitos étnicos, estão presentes. Boris, o forasteiro culto, é claramente de uma outra cultura, de uma origem totalmente distinta a dos nativos da diminuta cidade que, apesar de ficar na atual Rússia, conserva todas as características de vila nórdica ( arquitetura, traços físicos, nomes ). O conflito entre o cristianismo institucionalizado e a religião pagã dos nórdicos também aparece discretamente, assim como outros traços de uma sociedade patriarcal e de tempos em que só o mais forte sobrevivia. E, falando em traços, o americano Leandro Fernandez contribui bastante com essa excelente obra com um trabalho bastante vivo e objetivo.

Enfim, um encadernado de Vikings é algo raríssimo ( tomara que venham mais com outras estória inéditas ) de sair. Também é raro o gênero medieval nas páginas das comics. Tomara que tenhamos mais. E, quem sabe, até uns flocos de neve para Odin neste começo/meio de ano. Afinal, se ele gastou tanto nas margens do Volga, um deus tão bacanudo não iria deixar seus fiéis tristes.

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