Histórico por Tag: cultura

Street Art #2: Octopus

27 mar

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Filthy Luker, o artista de hoje, é daqueles intervencionistas urbanos que eu gosto: coisas grandes, exageradas e bizarras misturadas com o contexto de nosso dia-a-dia.

Acho mesmo que ver tentáculos gigantes saindo dos prédios ia melhorar meu humor.

Galera, comentem aí o que vocês acham sobre a intervenção urbana no Brasil!

Hoje é St. Patrick’s Day

17 mar

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É HOJE!
A galera que já acompanha o blog faz um tempo deve saber que essa é minha data comemorativa preferida <3

Não sabe o que é? Não sabe como comemorar? O Zumblorg que explica o que é o tal de St. Patrick’s Day.

Como é na Irlanda…

 

No Brasil…

Eu e o Sonikk no St. Patrick’s 2010

     

Eu acho que eu sou um leprechaum. Alguém me arranja uma passagem pra Irlanda? Galera e Sampa: estarei no Finnegan’s amanhã, lá pelas 20h. COLEM LÁ!

Você pode também curtir: Saúde!

FOTOS: Divulgação de Pubs Brasileiros e Irlandeses, Bares.SP

Zumblorg na História: A Batalha das Toninhas

6 jan

Começando o novo com um post histórico, o Zumblorg tem o prazer de apresentar para vocês um vídeo retratando a grande participação brasileira na Primeira Segunda Guerra Mundial!

Porque sou favorável ao fim dos Simpsons

10 out

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É muito provável que você concorde comigo: os Simpsons não são mais a mesma coisa. Na verdade, isso é fato se pensarmos que seu criador, Matt Groening, já não trabalha mais para a série que é a mais longa da história da TV americana.

Seu sucesso está caindo não é de hoje e, claro, os lucros também. Mesmo dando dinheiro pra caráleo muitos proventos à FOX, a atração tem audiência bem menor que os 20 milhões de antigamente: hoje ela é estimada em 7 milhões nos EUA. Com menos audiência, cai a procura dos anunciantes. Pra piorar, o custo da produção só vem aumentando: só dar uma olhada na colossal diferença do primeiro episódio, lá em 1989…

e depois em um da vigésima terceira temporada, em 2011:

Nem mesmo a fabricação coreana foi capaz de remediar este alto custo. Por isso, foi divulgado que os autores queriam diminuir em mais de 45% o salários dos dubladores. Ao que parece, as partes entraram em acordo e teremos pelo menos mais duas temporadas. Mas isso não garante que nós fãs teremos o que comemorar.

Na minha humilde opinião de merda, a saída de Groening foi um grande fator na queda de qualidade e de popularidade na atração, mas a maior delas é também a mais óbvia: a exaustão de Homer Simpson em nossa vida. Mesmo sem os episódios ainda por vir, já são mais de 500 episódios (isso mesmo, QUINHENTOS), o que significa uma coisa: se você é um fã maluco pelas desventuras de Springfield (eu também sou!) você terá piadas geniais até cansar, para ver e rever muitas vezes. Basicamente, Rupert Murdoch tem em mãos um precioso tesouro pra todo o sempre. Não me canso de reclamar de seu canal no Brasil que, mesmo tendo vários horários dos homenzinhos amarelos na sua grade, se limitam a um pequeno número de episódios… transformando Bart em um novo Pica-pau ou Chaves (não que eu não goste deste dois).

Quando foi a última vez que você viu Homer e Flanders se casando com desconhecidas em Las Vegas?

Se os Simpsons acabassem HOJE, tenho certeza de que bastante gente reclamaria. Mas isso deve ser menos pior que acabar daqui a 5 ou 6 anos quando ninguém mais ligar e a série estiver desgastada demais. Acho, inclusive, que se não tivéssemos novos episódios, a FOX seria obrigada a aproveitar melhor a riqueza que já possui.

Fontes: aqui, aqui, aqui e aqui.

Desambiguação: Stonehenge

28 jun

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E chegou o inverno. Os narizes escorrendo, pouca vontade de tomar banho, menos ainda de sair dele… um tempo realmente ímpar, que eu gosto bastante (até porque não trabalho ao ar livre pra ver o que é bom pra tosse). Mas a mudança das estações e a forma como ligamos pra isso (se ligamos) vem mudando muito ao longo dos anos. Em cidades cada vez maiores, e com menos tempo pra ficar longe de tarefas relevantes ou de simplesmente mofar em frente ao Twitter ou ao Tumblr, nos distanciamos cada vez mais de observar a natureza, tentar entender seus mistérios e belezas. Não só porque isso é legal, mas porque faz parte de nós, humanos curiosos e comilões.

Sim, comilões. Desde que largamos as cavernas escuras e rumamos ao Play Station 3 e ao George Foreman Grill, alimentar a nossos filhos se tornou um desafio, pois não podíamos mais sair caçando por aí como se não houvesse amanhã. Daí surgiu, entre outras coisas, a agricultura, aquela LINDA. Foi lá pelo período neolítico, algo em torno de 12000 anos atrás (ou seja, mais velhos que Raul Seixas) vários povos, impelidos por mudanças climáticas, começaram a abandonar o sistema nômade de vida e buscaram um cantinho para chamar de seu. E, se era necessário plantar, também era necessário saber quando fazer isso. Procurando esses indícios na natureza, os homens começaram a olhar para cima de uma forma diferente. As estrelas e seu movimento no céu logo foram associadas às estações de ano, e voilá! Temos marcação do tempo, o mais primordial dos conceitos da física, creio eu.

Como já falamos aqui na desambiguação de magia, os primeiros “nerds” e estudiosos também tinham função religiosa, espiritual (na verdade, por quase toda a existência da humanidade, foi assim que funcionou). E é aí que se encaixa Stonehenge nessa marafunda (termo usado por minha mãe, de origem desconhecida). Uma complexa construção no sul da Inglaterra, predominantemente feita de pedra, que desempenhou uma série de funções entre 3000 e 1600 a.C, aproximadamente.

Entre outras novidades, o neolítico trouxe a cerâmica. E a pornografia ;)

 

O uso de Stonehenge não é bem compreendido, mas é consenso que se tratava de um local importantíssimo para o povo que vivia naquela época na região, recebendo cultos de diferentes tipos, que eram organizados em datas específicas, onde o sol entrava na construção de maneira especial. Dois desses dias (na verdade, os principais, creio eu) são os solstícios, de verão e o de inverno.

Não sabe o que é solstício? Deixe que Arnold Schwarzenegger explique pra você:

A construção desse ícone do Neolítico aconteceu em três fases bem específicas, que podem ser vistas na ilustração abaixo:

Fase 1 : Ainda não tinha as pedras, apenas uma vala de cerca de 55 mestros de raio e 56 “covas” ao redor da vala, que recebiam restos humanos cremados. Estava alinhado com as fases da lua e com o último pôr-do-sol do inverno.

Vista superior da Stonehenge 1. Internamente, também havia um santuário de madeira e bancos de pedra

 

Fase 2: Cerca de 100 anos após Stonehenge 1, era hora de fazer um upgrade. A entrada principal foi alargada, altar de madeira reconstruído e dois círculos internos, mais um externo de pedras xxxxigantes (algumas com mais de 5 metros de altura e 50 toneladas!) trazidas por vários quilômetros deram uma cara bem mais próxima da que conhecemos hoje.

Reprodução de Stonehenge 2

 

Fase 3: Uma grande reforma foi feita, num processo que durou séculos. As colunas de pedra foram restauradas ou trocadas por versões ainda maiores, criando uma construção de tais proporções que só poderiam ser comparados aos feitos de engenharia do Império Romano, muitos séculos depois. Estima-se, pela posição dos astros na época do uso de Stonehenge, que a função astronômica/astrológica do monumento foi até cerca de 1100 a.C., data das últimas modificações relevantes.

Stonehenge 3.0 em detalhes

Um resumo desta obra incrível pode ser vista nesse vídeo que também pode te ajudar a praticar el portuñol:

Stonehenge e a lenda Arturiana

Sem ler as Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwell, sou desprovido de envergadura moral para fazer um post sobre o Rei Arthur. Entretanto, o famoso mago Merlin, que segundo a lenda teria nascido do bizarro relacionamento de uma freira com um Incubus, teria ajudado na construção de Stonehenge e no transporte das pedras, à la Jean Grey, carregando os artefatos com um tipo de magia semelhante à telecinese. Entretanto, a existência da lenda de Merlin remonta o século 10 d.C, muito depois da construção e até mesmo do abandono do mesmo.

Na gravura, um gigante dá uma forcinha para que Merlin montar Stonehenge.

 

Estudar este artefato dos mais incríveis da humanidade é realmente fascinante. Mostrando conhecimentos que seriam descobertos por matemáticos gregos e engenheiros romanos apenas milênios mais tarde, Stonehenge é prova ainda viva da incrível capacidade humana, muitas vezes menosprezada por aqueles que apontam construções feitas por Bilús, Skrulls e outros alienígenas. É claro que, além de atrair religiosos, druídas, historiadores e arqueólogos, esta maravilha dos antigos povos britânicos mexe com a cabeça de nerds e curiosos até hoje.

E é isso que acontecia nos anos 80, claro… não só sob influência dos astros: