Galera, essa é uma colaboração da Fanny @dark_gstacy Sene. Colabore você também com esta epopéia blogueira!
Embora eu, uma mera professora de educação física, tenha em mente que em níveis fisiológicos, uma insurreição nos moldes descritos pela sociedade moderna seria impossível, não descarto a probabilidade de que um vírus qualquer desconhecido se alastre e ganhe proporções pandêmicas mundialmente, colocando em alerta e risco toda nossa espécie.
Agora, se você está convencido de que um contágio é totalmente plausível, tenho certeza que começar a se preparar, mesmo que seja para dar um tiro em sua própria têmpora, está dentro de seus planos.
Para todos os que acreditam, e até mesmo para os incrédulos que queiram ter uma aula de sobrevivência, indico esta leitura inteligente, paranóica e até informativa sobre uma possível invasão zumbi.
Com o título original de “The zombie survival guide: complete protection from the living dead”, Max Brooks explica detalhadamente como sobreviver e se defender desta corja, fazendo referências desde a fisiologia simples, até relatos ‘históricos’ de insurreições, inclusive no Brasil.

O fato de a editora classificar o livro como ‘humorístico’ me deixou receosa ao tirá-lo da estante, mas com o fluir da leitura, fui me animando, pois sobrevivência, para mim, não é uma grande piada.
A introdução veio tímida, ressaltando apenas que o livro se trata somente do que é relacionado aos mortos vivos, e que as noções de primeiros socorros e outras habilidades devem vir de outros tipos de manuais, pois dependem das suas prioridades e senso de sobrevivência. A nota do autor esclarece que, mesmo o livro contendo costumes americanos, ele é uma questão de segurança e sobrevivência, e é perfeitamente aplicável em todas as partes do mundo.
Conhecer nosso inimigo é uma das primeiras estratégias dentro de uma guerra, certo?! Que tal estar à par das informações deste vírus mortal e reanimador? O primeiro capítulo trata-se em suma do morto vivo, passando pelo vírus até sua detecção. Fontes, sintomas, transferência, contágio, tratamento e reanimação são assuntos tratados a respeito de nosso verdadeiro inimigo: o Vírus. Contaminado, morto, e após algumas horas… Puf! Acordado novamente, o perigo espreita a cada esquina. O autor explana sobre as características, as habilidades e os padrões de comportamento de nossos queridos mortos andantes, desmistifica e diferencia tipos de zumbis e ainda nos ensina a como identificar os ataques encobertos pela mídia. Além disso, ainda nesse capítulo, Max fala sobre os níveis de insurreições, seus números e duração.
Ao cogitar se proteger é fácil vir na cabeça itens essenciais como nossas amadas e queridas armas de fogo, e quanto mais pesados e poderosos os nossos armamentos, melhor, certo?! ERRADO. Neste segundo capítulo, o autor explica as regras gerais das armas, o combate corpo a corpo, e explora o uso de diversos tipos de armas e armaduras durante uma insurreição.
Dentro das regras gerais, coisas que já não são novidade, como obedecer à lei, treinar todos os dias, cuidar dos equipamentos, ficar atento, fortalecer seu corpo, etc. Mas dentro de um combate, Max fala sobre cada tipo de arma e suas variantes, passando por armas de concussão, cortantes, brancas, elétricas, atiradeiras, arremessáveis, armas de fogo de todos os tipos, explosivos, armas com fogo e outros tipos. Após isso, também explana sobre diversos tipos de armaduras e trajes.
Logicamente, o capítulo sobre armas nos deixa empolgados com o poder de destruição, e incentivados pelos diversos jogos de zumbi, queremos sair por aí atirando em tudo. Mas nos moldes de uma insurreição, será que devemos seguir nossos instintos predatórios ou sobreviventes? A defesa é nosso próximo capítulo.
Senti-me bem quando descobri que os nossos muros de cimento brasileiros de quase 2m de altura são muito seguros, e como moro em sobrado, fica mais fácil ainda a defesa. Mas não só feito disso é um ambiente seguro. O autor fala sobre a preparação da residência, sobre suprimentos, equipamentos, estratégias diversas de como sobreviver a um ataque, e ainda resenha sobre os espaços públicos e suas defesas, indicando quais as regras gerais que são necessárias para sobreviver nestes.
Sabendo os locais mais seguros, temos a falsa sensação de sobrevivência… Mas, como você pretende chegar lá?! E se o lugar for invadido? Dentro do capítulo a Fuga é colocada mais que algumas regras gerais citadas, fala-se sobre equipamentos possivelmente utilizáveis, explana-se sobre todos os tipos de veículos, citam-se alguns transportes alternativos e ainda nos ensina sobre tipos de terrenos, suas vantagens e desvantagens contra os zumbis.
Você está seguro, armado, e se defende muito bem. Mas quanto tempo a insurreição duraria? Quantos anos você agüentaria no mesmo lugar? O ataque agora é sua melhor defesa contra o tempo e adquirir suprimentos em meio à horda de zumbis se torna cada vez mais difícil. Este capítulo tem como objetivo ajudar-nos a planejar uma missão civil de busca e destruição. Em conjunto com equipamentos, tipos de terrenos e regras gerais a serem seguidas, o autor traça estratégias para o extermínio total desta praga.
E se o pior acontecer? E se os zumbis dominarem o planeta? Neste capítulo Max nos ensina a sobreviver em um mundo repleto de zumbis, e a recomeçar a construção de nosso sistema novamente, sempre apoiado em regras e disciplina, pois uma recolonização segura e eficiente só será efetiva com um contingente humano.
Após todos estes capítulos nos guiando à sobrevivência, o autor ainda nos mostra 77 páginas de pura ‘história’ de insurreições mundo a fora. Em ordem cronológica, uma lista bem conspirativa de ataques é descrita, mas somente ataques cuja informações foram registradas, nos deixando mais e mais convencidos de que o perigo nos espreita.
Leia, tire suas conclusões e, se o mundo acabar em zumbis, esteja preparado. Espero que quando o futuro da humanidade esteja em risco, este livro ajude e muito nossa sobrevivência. Cabe a você tê-lo na cabeceira de sua cama e preparar-se para a invasão, pois eu é que não quero ser devorada viva!
Últimas Vítimas