Como identificar um infectado
22 fev
16 fev
Anos 80 lembram muita coisa pra mim. Mas uma das mais marcantes, sem dúvida, é que essa foi a década do Van Halen. Não que aqueles anos não tenham sido ricos para a música pop (muito mais que os anos fecais que vivemos hoje), mas creio que nenhuma outra banda tenha seu nome (e seu sucesso) tão ligados àquele período.
Ao ver os dois clipes abaixo, não tenho como não desejar um DeLorean e retornar aos anos de minha tenra infância.
Após toda aquela vadiagem e maluquice vinda como brinde pelo sucesso, o irmãos Van Halen foram ficando de lado, dando espaço a outras vertentes do rock que fariam mais sucesso. Mas como quase todo mundo está voltando para ganhar mais uma graninha dos saudosistas, lá vieram os senhores outra vez. Claro, com a excessão do baixista Michael Anthony.
Além de Eddie e Alex, a banda vem para 2012 com o filho de Eddie, Wolfgang ( de apenas 20 anos ) e com ele, a mistura de Micky Jagger com Ciro Bottini, do Shoptime: Dave Lee Roth. Sinceramente, fiquei um tanto quanto assustado com a senil aparência de Dave, mas muito agravada por minha simpatia à Sammy Hagar, vocalista da banda entre 1985 e 1996. Apesar de ser meu favorito, Hagar é muito menos conhecido e carismático que David. E concordo que fica ainda mais anos 80. O resultado (excelente) pode ser visto aqui. Ou, se você estiver com preguiça, veja o clipe de Tattoo, primeira faixa do álbum.
14 fev
Essa é uma resenha crítica sobre um livro de cabeceira dos Zombie-Hunters, colaboração da linda Fanny @AnyaKinn Sene. Colabore você também com esta epopéia blogueira!
BROOKS, Max. Guerra mundial Z: uma história oral da guerra dos Zumbis. Rocco, Rio de Janeiro: 2010. 368p.
Tradução Por Ryta Vinagre de : World War Z: an oral history of the zombie war.
“Eles não tinham medo! Independente do que fizermos, por mais que matarmos, eles nunca, jamais têm medo.”
‘Os anos sombrios’, a ‘peste ambulante’ ou simplesmente ‘Guerra Mundial Z’. Doze anos depois de declarado nos Estados Unidos, o Dia V, Max Brooks assume o papel de narrador em um livro de memórias emocionante e ‘Humano’.
Oficial do exército membro da Comissão do Pós-Guerra das Nações Unidas, o narrador é encarregado de elaborar o relatório oficial sobre o ocorrido, mas se depara com um conflito pessoal e descobre que, a intimidade e a humanidade em sua obra fora totalmente descartada – dando lugar a uma coletânea de dados fria e dura sobre uma década apocalíptica – se tornando somente informações ‘pós-ação’. Com a motivação de não deixar ‘as histórias morrerem’, escreveu um livro de memórias, que inclui detalhes do relatório oficial e lembranças de sobreviventes durante e pós-guerra.
Em Guerra Mundial Z, Max Brooks retoma o tema de seu primeiro livro, O Guia de Sobrevivência a Zumbis – leia resenha aqui -, mas diferente do primeiro, leva a narrativa classificada como gênero ‘Ficção de terror’ a um nível diferente. Com o desenvolvimento do livro bem construído, o relato conta em primeira pessoa com pequenas histórias em formato de entrevista. As perspectivas diversas – desde entrevistas com sobreviventes civis, militares e até especialistas no tema – e os testemunhos destes sobreviventes são recheados de naturalidade, e seu envolvimento (pessoal e/ou profissional) na guerra traz a tona um impacto realístico sobre o leitor.
Uma constante sensação de realidade percorre toda a leitura, pois como os livros do gênero, este é muito detalhista e de difícil leitura, mas a História e crítica à realidade embutidas não perdem a ligação com o tema fictício em momento algum. Senti falta de aprofundamento em vários relatos e/ou assuntos, pois mesmo com a incrível construção do livro em termos estruturais, as estórias têm gostinho de ‘quero mais’.
Traçando um panorama sobre a insurreição e o ataque dos seres que quase extinguiram a humanidade, o livro conta com oito capítulos que funcionam como ‘categorias’ em um trabalho científico: categorizar as entrevistas de acordo com temas recorrentes. Os temas vão de Alertas, Culpa, o grande Pânico, Virada de maré, um capítulo só sobre os americanos (recorrente da nacionalidade do autor), um destinado ao Mundo, Guerra total e Despedidas.
O início do livro conta minuciosamente o relato de como tudo começou. O primeiro capítulo tenta explicar o desenrolar da situação, especulando o surgimento da crise na China, como foi o desenvolvimento da infecção nos países, a fuga em terra e no mar, o primeiro desespero da população, quais os destinos focados, as pesquisas científicas e algumas estratégias utilizadas de início pelos governos. O terror apenas começava.
Dentro do primeiro capítulo, um relato ocorre no Brasil, onde a situação se desenvolve em São Paulo, mas a entrevista foi dada em – lógico, ironicamente pensado e super provável – uma tribo ianomâmi, em uma aldeia que fica EM CIMA das árvores, no meio da Amazônia…
A partir as primeiras impressões, o livro começa a tecer sobre a postura das autoridades acerca do assunto (polícia, CIA, governo, exército, ONU, etc.), sobre uma provável vacina, marketing, mídia, indústrias voltadas ao consumo durante a guerra e toda uma crítica à realidade.
Brooks faz menção – dentro da fala do narrador e dos entrevistados – a forma como os ‘responsáveis’ lidam com os conflitos atuais reais, guerras, bombas nucleares e diversos outros fatores políticos, econômicos, religiosos, sociais e raciais. Tece comentários ácidos, e deixa clara a crítica sobre temas diversos como o autoritarismo, a falsificação de relatórios de inteligência por parte do governo, o impacto social e ambiental de grandes empreendimentos, a opressão imposta por regimes fundamentalistas, e ao tráfico internacional de órgãos.
Ainda dentro da idéia política, o livro fala especificamente dos EUA sobre a política de reconstrução do país, patriotismo, manipulação da massa, assistência à população como recursos, saúde e comida, e doenças psicológicas como síndrome de morte assintomática e quislings, estudando prevenção e tratamentos.
Outro fator que torna a realidade do livro cada vez mais convincente durante a leitura, é que este explana sobre os instintos da raça humana, seus valores e sentimentos, especificamente o MEDO. Temas com que freqüentemente torna fácil a identificação com o interlocutor. ‘O grande pânico’ é o capítulo com maior concentração destes: Descreve os destroços físicos e da sociedade; explana os valores humanos, o valor da vida, valor material e do próprio dinheiro durante o pior da guerra; desenvolve questões psicológicas e extremas do lado humano, como sobrevivência a partir de coisas ‘inumanas’, sacrifício de milhares para a vida de poucos e o dever dos militares perante a nação e a população.
Durante a erradicação do problema, o livro ainda conta com a definição de Guerra Total contra os Zumbis e descreve o extermínio destes, as estratégias de guerra utilizadas, a logística, o posicionamento das tropas, as técnicas e o auxílio precário, mas indispensável, dos cães (que, aliás, foi uma das partes que mais me identifiquei ;_; ).
Por fim, o surto de epidemia/pandemia que revelou o terrível custo humano está sendo controlado, e a sobrevivência, o retorno à sociedade e a reconstrução do ‘mundo’, em conjunto com os sentimentos sobre o que passou, são assuntos decorrentes dos últimos capítulos.
O irônico e irreverente escritor faz com que as primeiras páginas sejam pesadas de referências, críticas e históricas – além de zumbis – mas ao longo do enredo a leitura vai ficando leve, corrida e agradável. Guerra Mundial Z é um texto fictício sobre um total boom de zumbis, e agregar a fala de quem ainda sente as seqüelas da guerra e convive com essa realidade imposta – onde zumbis fazem parte do seu dia a dia – nos ajuda a perceber que eles são REALMENTE um problema em um futuro próximo.
Muito mais Livro, e não guia, é realmente imperdível para fãs inteligentes do gênero e de Zumbis. Eu recomendo e estou preparada.
*Guerra Mundial Z teve seus direitos comprados para o cinema.
10 fev
Zumbis também amam. Dia 14 é o Valentine’s Day (quem aí vai me dar chocolates?) e dia 12 é a esperada continuação da 2ª temporada de The Walking Dead.
Então, nada mais lindo que celebrar essa data ao lado do zumbi que você ama com cartões inspirados no TWD
Coisa maaaais catita!
7 fev
Dois jovens em uma não tão alucinante jornada num Universo Zumbi!
Essa é uma produção independente de aproximadamente 30 minutos sobre nosso tema preferido.
O projeto Zombie Universe está em desenvolvimento, confira as continuações no KickStarter/ZombieUniverse e – caso você possua um milhão de reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro – dê uma contribuição para o cenário B da cinematografia zumbi!
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