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Piranhaconda

15 mai

Eu ia falar alguma coisa, mas vou deixar vocês com o trailer do filme que, de acordo com o Awesomer, vai passar no canal SyFy norte-americano em 16 de junho.

Resenhando: The Zombie Island Of Dr. Ned

3 mai

The Zombie Island Of Dr. Ned

Há algum tempo atrás rolou um post com a preferência gamística de vocês, nossos queridos leitores. Entre os citados estava a primeira expansão do jogo Borderlands chamada The Zombie Island Of Dr. Ned.
Para nos situarmos um pouco, Borderlands é um jogo de tiro em primeira pessoa, ou FPS, com elementos de RPG, onde você escolhe entre uma de 4 classes disponíveis e a medida que seu personagem progride, vai evoluindo, ganhando habilidades, equipamentos e dinheiro. Mas antes de virar a cara e dizer “Pffff mais do mesmo”, saiba, seu lanfranhudo, que Borderlands recebeu a Game Of The Year ou GOTY, que é o Oscar do mundo dos games.

The Zombie Island Of Dr. Ned
Eis então que é lançado o DLC (downloadable content) The Zombie Island Of Dr. Ned e tornou um game que já era fueda em algo épico! Essa nova aventura desenrola-se em Jakobs Cove, uma região setentrional pantanosa de Pandora, mundo onde o game acontece. O plot é simples: descobrir o que causou a infestação zumbilesca e acabar com o problema. Há dezenas de novas missões, a maioria delas dada pelo Dr. Ned, irmão do Dr. Zed, algumas recebidas do mural de recompensas e, como não poderia deixar de ser, há as quests dadas pelos carismáticos Clap-Traps.

The Zombie Island Of Dr. Ned

A bela e pacta vila de Jakob's Cove

São centenas de novas armas, itens e upgrades e batalhões de zumbis que surgem nos mais esperados momentos e dos mais inesperados lugares, se você não ficar ligado, quando menos perceber estará cercado por uma horda de mortos mortos de fome!

The Zombie Island Of Dr. Ned - Dr. Ned Himself

O famoso Dr. Zed, digo Dr. Ned. É perigoso confundí-los.

Joguei a expansão em modo CO-OP no PS3, onde você e um amigo jogam lado a lado. A mecânica do modo cooperativo é excelente e bastante intuitiva. Nos consoles, tanto no PS3 quanto no XBOX 360 é possivel jogar em split screen, mas se você não tem video game ainda é possível jogar pela internet com até 4 pessoas ao mesmo tempo fazendo o jogo ficar 4 vezes mais divertido e umas 10 vezes mais difícil!

The Zombie Island Of Dr. Ned

Um passeio ao pier à luz do entardecer.

Os gráficos são excelentes, com um estilo desenhado, utilizando-se da técnica de Cell Shading, semelhante aos gráficos de Street Fighter IV. Os efeitos sonoros são igualmente bons e tornam o mundo de pandora bastante crível. Os diálogos são uma atração à parte, com doses cavalares de humor negro! Melhor mesmo é o Brick em seu frenezi quando ativa o modo berserk. É pra assustar qualquer um! A trilha sonora é ESPETACULAR. Em maiúsculo mesmo! Ela dá ajuda na imersão e acrescenta muito ao já sombrio tom que o game tem. A jogabilidade é ótima, até eu que não gosto odeio jogar FPS em console, não tive problemas. Mas ainda sou muito mais teclado e mouse!

The Zombie Island Of Dr. Ned

Já a vizinhança não é tão simpática assim..

Em resumo, a expansão The Zombie Island Of Dr. Ned. é uma adição mais do que bem vinda à um título que já era bom e, como todos aqui sabemos, qualquer coisa fica melhor com zumbis, principalmente explosivos e rifles de precisão! O game tem algumas falhas técnicas menores como por exemplo ficar trancado em alguma parte do cenário, às vezes debaixo dele, alguns odiosos pixels invisíveis, tão presentes na série Worms, que fazem que você dê de cara em uma parede invisível e o sistema de inventário também em sua organização e funcionalidade, mas é só questão de acostumar-se e logo você passa a ignorá-los.

Nota Final 4.8

Nota final: 4.8
Sim! É bom assim mesmo! Estou passando fácil das 70 horas de gameplay a ainda não virei o jogo. E mesmo depois de zerar, tem a opção de New Game+, onde você recomeça do início mas do level onde parou e com todos os itens e artefatos!
E quem já jogou, gostou? Não gostou? Comente ai em baixo se quer que façamos a resenha das outras expansões de Borderlands (tem mais três ainda e Borderlands 2 tá chegando)ou diga-nos quais os games gostaria de ver aqui no meu, no seu, no nosso, Comitê Revolucionário Ultra Jovem, Zumblorg!

Deathlok – negro, ciborgue e zumbi

27 abr

deathlok04

Notaram alguma semelhança?!?!?! É o nosso parente famoso!

Este texto é original do blog Contraversão, e foi criado pelo jornalista, escritor, poeta e professor Alessio @Leosias Esteves, que escreve também no O Protagonista e já apareceu aqui com suas peripécias no ZW SP.

Certos personagens tem conceitos tão escalafobéticos que se tornam automaticamente legais. Quer um exemplo clássico? As Tartarugas Ninja. Elas são tartarugas mutantes adolescentes e… ninja! Praticamente tudo o que a molecada dos anos 90 achava legal em uma única HQ! Não tinha como dar errado. Mas Leonardo, Donatello, Michelângelo e Raphael são “mainstream” (apesar de começarem como quadrinhos independentes), personagens que até a minha mãe conhece. Obviamente, existem milhares de personagens com conceitos bizarros que fariam nossos olhos brilhar. E Deathlok é um deles.

Puxando da memória, o primeiro contato que tive com ele foi na extinta revista “Grande Heróis Marvel”, da Abril Jovem. Na arco de histórias “A Vingança do Sexteto Sinistro”, o Homem-Aranha se junta a diversos heróis para enfrentar um grupo de vilões. E entre seus aliados estava Deathlok, um estranho ciborgue zumbi com várias armas. O personagem me chamou a atenção, mas esta revista era de 1995 e o personagem só deu as caras no Brasil de novo em 2008, desta vez em uma saga dos Vingadores publicada pela Panini. Ele só era lembrado em conversas entre nerds.

Sua primeira aparição foi em 1974, na revista “Astonishing Tales” #25, em uma história escrita por Doug Moench e desenhada por Rich Buckler. Em um universo alternativo onde todos os heróis do mundo foram banidos para outra dimensão, os EUA estão mergulhados em uma guerra interna entre exército, agências de espionagem e mega corporações pelo controle do país. Durante um exercício de treinamento, o soldado Luther Manning é mortalmente ferido por uma bomba. A CIA, querendo preservar o conhecimento e experiência de um ótimo oficial, seleciona Luther para fazer parte do Projeto Alpha-Mech, destinado a criar um exército de super-soldados ciborgues. Após cinco anos em êxtase, o corpo de Luther é reanimado e recebe o nome de Deathlok, devido ao estado em que se encontrava Luther na época, parecendo um zumbi.

Seus poderes são reflexos, força e resistência sobre-humanas. Seu olho artificial possui visão telescópica, microscópica e infravermelha. Possui ainda um computador interno com capacidade de rastreio e uma base de dados imensa. Este computador age como uma segunda personalidade na mente de Deathlok, de modo que os dois interagem e até discutem. Apesar das melhorias cibernéticas, ele ainda precisa respirar, comer e descansar.

Inicialmente um robô que só cumpria ordens de seus superiores, posteriormente ele consegue recuperar sua memória e, após descobrir que seus criadores queriam dominar o mundo, rebelou-se e passou a lutar contra eles. Após uma série de lutas, acabou recebendo ajuda da CIA e se tornou um agente deles. Foi então que o Homem-Aranha do Universo Marvel “padrão” foi para esta dimensão paralela, quando ele e o Deathlok conheceram o viajante do tempo chamado Godwulf. Para impedir que um dos inimigos do ciborgue o localizasse, Godwulf e mandou para a dimensão “padrão” junto com o Homem-Aranha.

Então, como qualquer herói da Marvel que se preze, ele se encontrou e brigou com um série de heróis da casa: Quasar, Coisa, Capitão América, entre outros. Ganhou uma versão maligna nas mãos de uma empresa sinistra, melhorias pela SHIELD e por fim se juntou a Godwulf e outros heróis obscuros para impedir problemas espaço-temporais entre sua dimensão nativa e a atual.

Com tudo resolvido, conseguiu para si manoplas que o permitam viajar pelo tempo e, após uma série de viagens temporais, resolveu morar nos esgotos de Manhattan(!). Péssima escolha, uma vez que várias coisas bizarras sempre acontecem nos esgotos desta cidade. E seu sossego acaba quando Deathlok se junta ao Demolidor para combater uma ameaça do Rei do Crime. Cansado de uma vida de aventuras, virou um andarilho e não foi mais visto.

O personagem teve mais duas encarnações. John Kelly também era um soldado que foi transformado em um “segundo Deathlok” pela CIA, mas acabou se voltando para o mal até ser destruído pelo original. Já Michael Collins era um professor pacifista que trabalha na divisão de cibernética de uma empresa e teve seu cérebro transferido para uma versão mais moderna do ciborgue-zumbi. Está na ativa até hoje, tendo inclusive participado ativamente da clássica saga “Carnificina Máxima”.

Gostou do personagem? Bora caçar todas as histórias do Deathlok em sebos e sites de quadrinhos usados. Clique aqui e veja uma lista completa das aparições do personagem no Brasil.

Em tempos de heróis cada vez mais realistas e com conceitos sérios, é sempre legal saber que existe um ciborgue zumbi viajante do tempo vindo de outra dimensão!

Feliz Aniversário, Sean Bean

17 abr

sean_bean_para_de_morrer

E hoje completa 53 anos o ator que nos emociona com suas célebres e curtas atuações, o ator que nunca aparece em uma continuação!

Muitas felicidades e, ao contrário de suas personagens, muitos anos de vida.

Esse ator, que já foi vendedor de queijo e limpador de neve das ruas, morreu mais de 20 vezes em suas aparições na telona e na telinha (plagiei o Faustão mesmo não to nem aí), superando as marcas já históricas de Robert DeNiro (15 vezes) e Bruce Willis (11 vezes).

E depois dessa montagem ele já morreu de novo: pelo menos uma vez em 2012 no filme ‘Espelho, Espelho Meu’… Assim meu coraçãozinho não aguenta!!!!!!

P.S.: vocês notaram no vídeo que Sean Bean morre das mais variadas maneiras… incluindo se jogando de um penhasco para evitar o atropelamento por vacas leiteiras furiosas? Oo

100 anos de Titanic: aprenda com o passado

15 abr

selo bear grylls

Se você tem Discovery (propaganda não paga), deve saber que a 100 anos atrás… nesta data e neste horário, mais de 1500 almas congelavam e afundavam para o esquecimento da escuridão do Atlântico Norte. Se tem uma coisa pra que as tragédias do passado servem é render milhões a Hollywood gerar cruciais conhecimentos para aqueles que se preparam para sobreviver a tudo! É aquela máxima: antes eles do que eu. A maioria absoluta das vítimas do Titanic ironicamente não morreu afogada: foi o frio e a não existência do Zumblorg que as matou(so sorry guys). Aposto que você não é tão bonito quanto Leo DiCaprio, então siga essas dicas e não siga o caminho para o fundo do oceano de Jack Dawson.

Sobrevivendo à Imersão em Água Muito Muito Fria (10ºC ou menos)

E se engana quem acha que o único problema é a hipotermia! Os perigos da água congelada se subdvidem em 4. Sim, você, que já naufragou na merda do oceano azul, pode ainda se foder de 4 formas distintas e sequenciais:

1º – choque térmico:

O que acontece -> Ao cair na água quase congelada, automaticamente terá o reflexo de um longo suspiro (hidrocursão). Nesse ponto, se inalar a água, suas chances de voltar a superfície são bem pequenas. Ainda, a brusca mudança de temperatura e o pânico tendem a causar uma grande aceleração no batimento cardíaco, o que tende a causar mais pânico, o que tende a causar mais batimento, o que tende a causar um ataque cardíaco. Dicas de Sobrevivência -> Concentre-se em ficar calmo e com a cabeça fora d’água… eu sei, é mais fácil falar do que fazer. Procure se possível algum apoio e tente diminuir seu ritmo cardíaco por meio de pensamentos felizes e respiração.

2º – dificuldade de movimentos:

O que acontece -> se manter em movimento para não congelar ou nadar em busca de socorro parece uma ideia legal. Mas desencana meu broda, você provavelmente vai fracassar miseravelmente. Após em média 5 minutos na água gelada você começará a perder a sensação dos membros, sua coordenação irá pras cucuias e será praticamente impossível avançar, manter a cabeça fora d’água e, simultaneamente, respirar. Dica de sobrevivência ->Mantenha-se flutuando com o auxilio de alguma coisa. Sei lá o quê, se vira! Caso a coisa em questão permita, fique em posição fetal, chupando o dedão e chorando por sua mãe se preferir (não, meu caro, nessa situação não zombarei de sua hombridade. Essa posição é chamada HELP e assim protege um pouco cabeça, pescoço, axilas, tórax e virilha, locais com grande perca de calor, caso isso melhore sua moral). Nadar não é uma boa, visto que você está no meio da porra do mar e não vai chegar em terra firme sem um barco!

3º – hipotermia, enfim:

O que acontece -> Parabéns, você está congelando!!! E umas 20 vezes mais rápido do que se estivesse fora d’água. Isso não é o máximo? Sua temperatura bonita de em média 36,5ºC está agora em torno dos 34, e se chegar aos 28 as chances de sobreviver ainda conseguindo amarrar os cadarços ou fazer regra-de-três (a conta!) são remotas. Após cerca de 30 minutos na água, os tremores intensos vão diminuindo, e sua capacidade de raciocinar, se mover e falar mais ainda. Seu sistema termorregulador vai entrar em pane, espasmos musculares vão ocorrer, sua memória vai falhar e, em breve, seu coração. Triste. Dicas de Sobrevivência ->Mantenha-se calmo e o menos em contato com a água possível. Evite se movimentar. NÃO DURMA. E seja salvo… rápido. Como você está molhado boiando numa coisa pelo mar, as probabilidades de se manter aquecido são minimas. É hora de rezar.

4º – pós-resgate (efeito ‘sempre tem um babaca’):

O que acontece -> Por inacreditável que pareça, como Rose Dewitt Bukater (procurei no Google) você foi salvo. Mas não pense que está tranquilo! O chance de um colapso pós-resgate são várias. Dicas de Sobrevivência -> Se for a vítima, tente orientar a galera. Muitos irão querer te jogar em água fervente, te encher de conhaque, te embrulhar molhado mesmo numa manta e te fazer dançar macarena pra se aquecer… Mas não é bem assim. Aqueça a vítima LENTAMENTE. É necessário retirar as roupas molhadas e vigiar as funções vitais, deixando o caboclo de repouso. Uma boa pra elevar a temperatura corporal é imersão em água morna ou compressas quentes  nas axilas enquanto mantem-a bem agasalhada. Não de bebidas pra o coitado, pois embora exista a sensação de calor aumentada, a dilatação dos vasos sanguíneos devido ao consumo de álcool favorece a perca de calor. É quase upar de level na brincadeira de morrer! Cerca de 75% das pessoas que passam mais de 30 minutos imersas em água semi-congelada morrem. No caso do Titanic, das aproximadamente 700 pessoas que não se afogaram no naufrágio e ficaram boiando na água a -2ºC, somente 6 foram resgatadas com vida… Eu não disse que as chances de sobreviver eram animadoras. Mas agora, pelo menos, você sabe o que fazer. Veja o que nosso maior ícone da sobrevivência faria nua situação similar a essa.

Fonte: 1, 2, 3, 4.