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Momento “Own” do Valentine’s Day

17 fev

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(clique para ampliar)

Vi no Reddit

Cartões Românticos do Game of Thrones

15 fev

GOT romance card

Mais uma forma catitamente nerd de demonstrar seu amor…

 *clique na imagem para aumentar*

Estes cards são obra do ilustrador Chris Bishop. Reconhece todos? Brace yourself: love is coming!
Game of Thrones retorna em abril à HBO, mas recomendo ridiculamente fortemente  a todos que leiam os pequeninos e singelos volumes originais de George R.R. Martin. Se você gosta da série, vomitará arco-íris enquanto lê.

Aproveite para conferir os outros posts sobre L’amour.

O bebê Venom

9 fev

O bebê Venom

Você vai com sua esposa fazer o ultrassom para ver se está tudo bem com seu filho, quando você ve o Venom.

Sim, aquele vilão do Homem-Aranha!

Mais um sinal de 2012?

O melhor é ver os comenários das pessoas, tentando ajudar um pai desesperado (com razão)!

(via Reddit)

MW3 – Em lego!

3 fev

Fazia tempo que os legos não davam as caras – ou melhor, os blocos – por aqui!
Mas os desocupados legomaníacos jamais nos abandonarão.

Desta vez, um dos mais emocionantes jogos de guerra ganha sua versão fofolete em quadradinhos de plástico.

Caso você esteja muito afim de fazer isso em casa, veja o Behind the Scenes!

Resenhando: Millenium

30 jan

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Um destacado jornalista que estudou e desvendou segredos da extrema direita (fascistas e nazistas) de seu país: a Suécia. Ativista de esquerda durante décadas e designer gráfico da Tidningarnas Telegrambyrå, maior agência de notícias da Escandinávia.

Este é Stieg Larsson. Um grande homem que você provavelmente, e infelizmente, só deve ter ouvido falar mais de sete anos após sua morte.

Pelo menos foi assim comigo. E que boa surpresa tive ao saber que David Fincher nos trazia a adaptação de sua trilogia literária Millenium. Que, na verdade já existe numa versão local.

Mas a adaptação de Fincher carrega bastante de um clima “nórdico” à sua película, seja na identidade visual (acho até que o filme poderia ser rodado em preto e branco), nos personagens castigados não só pelo frio da região, mas por um passado (ou presente) cheio de dor e mágoa, normalmente varrida pra baixo de um tapete de aparências e bonança financeira.

Monocromático e frio. Assim como o filme.

Contracorrente está a protagonista Lisbeth. Com seus piercings, tatuagens, camisetas com palavrões (ah, ela fala muitos também) e traços absurdamente nórdicos (apesar de ser dos Estados Unidos), a atriz Rooney Mara dá muita vida e personalidade à uma jovem problemática que tem o perfil de um personagem fincheriano: contra os padrões da sociedade, atormentado pelas convenções sociais hipócritas e marcado pela violência. Lisbeth é tudo isso: aliada à sua sensualidade inusual, as cenas fortíssimas de violência a que se submete no filme criam laços fortíssimos com o espectador. Agora me lembro de uma entrevista em que o escritor brasileiro Marcelo Rubens Paiva fala da saudade que sente dos personagens que escreve em seus livros, e que isso o motiva a trabalhar sempre, para se manter perto deles. Creio que após assistir as mais de duas horas e meia de Os Homens que não Amavam as Mulheres você também sentirá o mesmo, nem que seja só por Lisbeth. Eu senti.

Lisbeth Salander

 

Se não com o mesmo impacto, Daniel Craig como Mikael Blomkvist faz bem o papel de jornalista que topa investigar um caso de desaparecimento de mais de quarenta anos numa rica família conservadora. Lisbeth é contratada para espionar Mikael, um modo de garantir um trabalho isento e seguro. Mas as diferenças de ambos não os impedem de trabalhar juntos. Muito pelo contrário.

O grande contraste do pseudo-casal também vai ao encontro de um elemento bastante presente na versão de Fincher: a colisão do novo com o velho. A tecnologia, grande ferramenta na solução do mistério, também serve de muro entre um país cheio de falso moralismo e preconceito com a novidade audaz e visceral, que é bem a cara do diretor.

Em suma, a primeira parte da trilogia Millenium é um filme de mistério com as pontas bem amarradas. Nem fácil demais, a ponto de ter um desfecho óbvio, nem complicado demais, vide Ilha do Medo, de Martin Scorcese. Uma trama envolvente que faz o longo tempo do filme nem ser sentido. Mas o que fica é a força dos personagens, das cenas agressivas, dos diálogos crus e de que esse filme é mesmo de David Fincher, um dos grandes nomes da atualidade. Deu até vontade de ver Clube da Luta mais uma vez.