Nosso Poderoso Chefão
31 out
Esse post contém spoilers! Se ainda não viu Tropa 2, corra pro cinema seu 02, que o senhor é moleque!!!
Ele é terrível. Traiçoeiro, poderoso, cheio de aliados, mas nós amamos odiar. Parece que estamos numa situação insolúvel, sem ter pra onde fugir. Sim, estou falando dos filmes nacionais de péssima qualidade. Foram-se os tempos que nos divertíamos (ah,vai,eu me divertia) com os filmes dos Trapalhões. Mas ver o Didi pegando a Fernanda Lima ou pagar (veja bem, eu disse PAGAR, não ganhar) pra ver um filme com Sérgio Mallandro e Marcos Mion só pode ser sinal que 2012 se aproxima.
Contra essa correnteza de excrementos, José Padilha presenteia (se é que podemos dizer assim) a nossa fútil mente pequeno-burguesa com Tropa de Elite 2. E uso como título deste post algo que para mim pode soar até herético, pois The Godfather é, na minha opinião, a m elhor trilogia que já vi.Entretanto,como minhas raízes italianas estão muito mais ao norte da Sicília,então….eu nem ligo tanto!
A questão é que Tropa de Elite se concretiza de uma vez por todas como muito mais que uma história de ação ou um herói ao estilo Jack Bauer, que faz o que for necessário para combater o crime. Tropa de Elite é uma história complexa, e que trata do tema violência urbana com uma responsabilidade talvez nunca vista antes. Eu confiava no trabalho de Padilha para esse segundo filme, pois sabia que ele não faria um segundo filme sem uma história coerente. Mas quem melhor pode explicar isso da melhor forma é o próprio diretor:
A questão é que Tropa de Elite 2 é totalmente diferente do primeiro filme, pois a história evoluiu. Conhecemos uma nova camada da realidade, conforme o nosso herói, Roberto Nascimento. Que aliás,também mudou, como todos nós mudamos. E isso é muito bem mostrado pelo seu grande intérprete, Wagner Moura, que dá um banho de interpretação.
Da mesma forma que O Poderoso Chefão 2 é inevitável, pois queremos saber como o império da Cosa Nostra será conduzido por Michael Corleone, Tropa 2 mostra uma visão mais ampla da realidade. E que nos deixa mal. Eu pelo menos, me senti muito mal por ver aquilo que todo mundo sabe. Que nosso inimigo é terrível. Traiçoeiro, poderoso, cheio de aliados, mas nós amamos odiar. Parece que estamos numa situação insolúvel, sem ter pra onde fugir. Seu nome? O Sistema. O sistema não tem rosto; é uma massa disforme e sem um único objetivo. E é assim que o filme termina. Sem um rosto para ser chamado de inimigo.
A única esperança, se é que existe, é uma organização muito maior, utópica provavelmente, de uma outra massa disforme, invisível e sem objetivo claro, chama-se: Nós.
PS: Não poderia deixar de ressaltar um fator do problema que dificilmente é falado: a mídia,representada pelo impagável apresentador ao estilo #@&*^% ou @%*&&^% genérico interpretado por André Mattos.




























![[Update] O mundo acaba daqui um ano! Escreva sobre isso!](http://www.documentarios.org/images/pequenas/2012_apocalipse.gif)












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